Brasil se toca com os pés nas costas

 


Brasil "sobrevive" aos "governantes de plantões", de esquerda à direita, há décadas.   Até pode parecer contraditório a afirmação, diante de tantos comentários negativos em relação à "ausência" de uma "política econômica" e de uma "política fiscal" desastrada, esta última com sucessivos "déficits primários", uma situação que deve merecer atenção especial do Congresso Nacional.   O País caminha celeremente para um "buraco sem fundo".  

         

             Os empreendedores brasileiros, diante da falta de uma "política econômica", apostam nas suas próprias capacidades produtivas, sobretudo os da área de agronegócios, incluindo a pecuária.     A grande vantagem do País é a "disponibilidade" de áreas propícias para agricultura extensiva, apesar de menor que as dos Estados Unidos, os maiores produtores agropecuários do planeta.    Excetuando as área cobertas pelas florestas Amazônicas e áreas da região de caatinga do nordeste, a região que abrange centro-oeste, sudeste e região sul, sobram cerca de 5 milhões de Km2, maior que o tamanho das áreas da União Europeia, se equiparando com extensão de terras produtiva dos Estados Unidos. 

 

            O País só perde para os Estados Unidos e a China, em produção de grãos, posicionando-se como terceiro produtor de grãos do planeta.  Enquanto a produção agrícola dos Estados Unidos na safra 2025/2026 alcançou 610 milhões de toneladas, o Brasil produziu na safra 2025/2026, segundo estimativa do órgão do Ministério da Agricultura, o País produziu cerca de 354 milhões de toneladas, enquanto a China, apesar de ter atingindo recordes recentes na produção de grãos, mais de 714 milhões de toneladas em 2025, ainda assim, é um grande importador de grãos no mundo.  


          Com tamanha produção agropecuária, é impensável que o Brasil tenha uma das maiores "cargas tributárias" do mundo e apresente sucessivos "déficit primários", que é o dinheiro que falta para pagar as despesas do Governo federal, exceto as decorrentes dos juros da dívida pública.    Assim sendo, o País tem, hoje, dívida pública federal, se aproximando de R$ 10 trilhões ou próximo do número do PIB - Produto Interno Bruto.   


             O Brasil só não entra em default, porque o setor produtivo brasileiro responde com a produção agropecuária, minério de ferro e timidamente com exportação de produtos industrializados como aeronaves.  Para piorar a situação, volto a afirmar, o Governo Lula, de plantão, não tem uma "política econômica" e muito menos uma "política fiscal", que são básicas para um país desenvolvido.    Com Presidente Lula, analfabeto funcional, sem uma equipe econômica competente, apesar do enorme potencial, o País "vive mendigando" as migalhas aos chineses, americanos para fechar as contas do Governo federal.    Uma equipe medianamente competente, administraria o Brasil com "os pés nas costas", como é dito no adágio popular.


           Ossami Sakamori     

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