Brasil não merecia coisa melhor ?
Ontem, mesmo, comentei sobre a perspectiva de crescimento da economia brasileira, neste ano, ano de eleições na esfera federal e na estadual. De ontem para hoje, fui observar o "excesso" de ofertas de imóveis nos endereços nobres, antes inimagináveis, nos tempos que a economia estava fluindo normalmente. Não está mais ... Travou, de vez!
Ao mesmo tempo em que o Governo federal e os governos estaduais vão "despejar" cerda de R$ 500 bilhões, em obras e serviços, por conta das campanhas eleitorais em nível federal e estadual, a economia brasileira anda "sem rumo". O valor estimado por mim decorrente das campanhas eleitorais, corresponde a cerca de 5% do PIB do País no ano de 2025, que fechou ao entorno de R$10,9 trilhões. Seja como for, o valor bruto decorrente das campanhas eleitorais, incluindo obras públicas, é um valor que poderia estar influenciando o "crescimento econômico" do País. Porém, a situação é outra, atípica para o início de ano, em pleno verão, o mercado imobiliário, que é um "termômetro" importante da economia brasileira, está com excesso de "ofertas" muito maior do que a "demanda". Em pleno verão, vejo muitas ofertas de imóveis no Balneário Camboriú, considerado a Miami do Brasil e nos endereços nobres nas praias mais "badaladas" do Rio de Janeiro, como Ipanema e Leblon. É certo que as cidades citadas estão deixando de ser os endereços mais nobres dos endinheirados brasileiros, há algum tempo. Porém, quando a oferta está acima da procura, nos "endereços ícones", significa que a "economia brasileira" está "esfriado ou sem ânimo" para investimentos em imobilizados. Tem muito a ver com o direcionamento dos investimentos dos "endinheirados" em títulos de renda fixa atrelado ao Selic de 15% ao ano, enquanto a inflação do momento está ao redor de 5%.
O desempenho da economia, também, vem da "incerteza" provocado pela "perspectiva de equilíbrio" entre o Presidente Lula, PT e principal candidato da oposição, Flávio Bolsonaro, PL. Neste momento, a 9 meses das eleições, não se pode afirmar quem será o vencedor do próximo pleito. Eu já afirmei anteriormente, ambos "candidatos", até este momento, não apresentaram uma "política econômica" definida, causando situação de um "tiro no escuro". Quem acompanha assuntos "macroeconômicos" globais e em particular do Brasil, "por enquanto", o quadro que se apresenta é como "dar um tiro no escuro".
Este quadro deve mudar nos próximos meses com divulgação da "política econômica" e "política fiscal" de cada candidato para o próximo período governamental, de 2027-2030. Enquanto isso não acontece a divulgação dos programas do Governo, estamos a assistir "críticas" de ambas partes, sem mostrar as propostas concretas para "desenvolvimento econômico e social" do País. Por enquanto, só vemos "colchas de retalhos" de ambos candidatos. Enquanto isso, continue "posicionando" suas economias em "dólar americano", a moeda de um país que ocupa 27% do PIB global, enquanto o Brasil ocupa 1,7% de participação. Temos que reconhecer que o Donald Trump comanda a maior economia do mundo, enquanto isso, o nosso Presidente da República, um analfabeto funcional, comanda a 11ª economia do mundo. O povo brasileiro não merecia "coisa melhor" , sem desmerecer o mérito de cada um ...
Ossami Sakamori

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