Banco Master

 


Hoje, vou resumir a ocorrência sobre a intervenção do Banco Master pelo Banco Central e as consequências que poderão, direta ou indiretamente, afetar na vida de cada cidadão brasileiro.     De pronto, posso afirmar que os prejuízos não ficaram apenas com as "instituições financeiras" e setores privados que tinham "operações" contratadas com aquele Banco.    


             A "fraude" do Banco Master estimada pela Polícia Federal envolve valor estimado em R$ 12 bilhões, mediante emissão de títulos de créditos "sem lastros" ou simplesmente lastreados em títulos inexistentes ou falsos.   Outra forma foi o lançamento de carteiras de "empréstimos consignados" inexistentes.   Tudo para "justificar" a situação do Banco Master, "quebrada" com "títulos e créditos falsos" ou existente apenas no "lançamento contábil" para apresentar uma "boa situação econômica e financeira" do Banco Master.  


          Tem uma expressão que é dito no mercado financeiro informal, de que no "papel aceita tudo", se referindo aos "balanços frios".  Em sendo títulos de créditos que não se usam papeis físicos,   a realização de uma "fraude" no "mercado financeiro"  é muito fácil.    Quanto mais "credibilidade" tiver o "estelionatário", normalmente, com fortes "ligações" no Governo federal e no Judiciário, sobretudo na alta corte da Justiça.


         Segundo a grande imprensa, os investigadores da Polícia Federal "querem" apurar se houve "pressão política" para uma possível venda de parte do Banco Master para o BRB, banco de propriedade do Governo do Distrito Federal.  Esta operação acabou não se concluindo, devido a natureza da operação ser atípica no montante previsto.   A operação envolvia desembolso de R$ 2 bilhões do BRB.


             A liquidação, em andamento, do Banco Master pelo Banco Central do Brasil representará a maior operação de resgate da história do FGC - Fundo Garantidor de Crédito, mantido pelas próprias instituições financeiras, que deverá honrar os R$ 41 bilhões para cerca de 1,6 milhão de credores com depósitos e investimentos de até R$ 250 mil por CPF ou por CNPJ.   Até então, o maior desembolso foi para os depositante/credores do Bamerindus em 1997, que resgataram cerca de R$ 20 bilhões em valores atuais.   O Fundo Garantidor de Crédito tem em caixa, hoje, R$ 122 bilhões, valor mais do que suficiente para saque nos limites estabelecidos pelo CMN ou seja R$ 250 mil para cada investidor ou depositante.    


            Uma posição, no mínimo, "incômoda" é a "assessoria jurídica" prestada ao Banco Master pela esposa do ministro do STF, Alexandre Moraes, uma cifra oficial noticiada de R$ 126 milhões.   Receio que a "renúncia" do ministro da Justiça, no dia de ontem, tenha alguma ligação com o caso em tela.    Particularmente, estou confiante na honradez do ministro e jurista Ricardo Lewandowski.    Porém, receio que, se o Daniel Vorcaro abrir a boca, poderá cair algumas pessoas do Palácio do Planalto.    Se o ex-banqueiro, fez o que fez, é certo que ele tinha "costa quente" nos Palácios da Capital federal.  


            Ossami Sakamori  

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