Acordo União Europeia e Mercosul
O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos da União Europeia, na data de ontem. É certo, também, que o assunto vai ser aprovado no plenário da Assembleia da União Europeia. O assunto foi comemorado pelo Javier Milei, presidente argentino, que não mediu esforços para aprovação do Acordo. O acordo começou a ser negociado em 1999, portanto, ainda no governo FHC. Ponto para os europeus e ponto para os membros do Mercosul. Javier Milei trabalhou muito sobre o tema, que é crucial para os argentinos, com as sucessivas crises econômicas e financeiras.
Do lado dos brasileiros, o vice-presidente Geraldo Alckmin comemorou ontem, sexta-feira, que o acordo entre Mercosul e União Europeia deve ser assinado nos "próximos dias" e que o Governo do Presidente Lula espera que entre em vigência tão logo possível. Durante os 25 anos de espera pela conclusão do Acordo, sucessivos governos da República, tiveram suas contribuições para conclusão deste Acordo, por isso, a importância e relevância, sobretudo para o Brasil. Não vamos esquecer de dar o "crédito" para o presidente argentino que tem trabalhado como um verdadeiro "gestor público", para marcar posição política na Argentina. Ponto para os argentinos!
Sobre o Acordo Mercosul-União Europeia, não há dúvida da sua importância para o País. Brasil exporta para União Europeia, em volume, logo atrás da China e dos Estados Unidos, sobretudo em "commodities" de pouco valor agregado como produtos agrícolas e minério de ferro. De qualquer forma, o Acordo deve ser comemorado, "creditando o feito" para todos os governos brasileiros, independente das "matizes ideológicas".
Duas consequências previstas no front. A primeira é a abertura de mercado nos ambos sentidos, União Europeia e Brasil. Por parte dos países da União Europeia, onde o Reino Unido não faz parte, os países europeus, sobretudo a França, deverá fazer "exigências sanitárias" para proteger os seus agricultores. E no sentido contrário, poderemos, em breve, ver os produtos elaborados, de máquinas e equipamentos aos cosméticos e perfumes europeus inundando o País. Brasil reforça o seu protagonismo nos commodities.
No front político, o Presidente Lula deverá "capitalizar" o Acordo nas suas campanhas eleitorais, sem citar os esforços dos governos passados, de matizes ideológicos diversos. Isto é do seu costume. Particularmente, considero o Acordo Mercosul - União Europeia, importante para o País, para não ficar dependente, apenas dos Estados Unidos e da China.
PS: Há uma suspeita de que lesão no crânio do presidente Bolsonaro, no recinto da "carceragem" na sede da PF do DF, tenha sido "provocado". O presidente não se lembra do fato, pelo estado de saúde que se encontra. Pelo estado de saúde do presidente deveria cumprir pena em "prisão domiciliar", como tantos outros condenados em todo o Brasil.
Ossami Sakamori

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