Simplesmente, Correios



O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, de que o Tesouro Nacional não aprovaria o empréstimo de R$ 20 bilhões que a estatal negociava com o consórcio de bancos formado por Banco do  Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra.   No entanto, o Conselho de Administração dos Correios havia aprovado a operação em uma reunião extraordinária no último dia 2.   As condições do empréstimo incluíam uma taxa de juros equivalente a 136% do CDI , equivalente a 20,4% ao ano.   A alta taxa de juros não seria do próprio Tesouro Nacional que para taxa Selic de 15% ao ano?


            O  Tesouro avisou aos Correios de que considera a "taxa alta demais" e determinou que não aceitará nenhuma linha que cobre mais do que 120% do CDI (cerca de 18% ao ano).   São coisas que acontecem no Governo Lula.  O próprio Tesouro Nacional, paga a taxa básica de juros Selic para rolar as suas dívidas, cujo montante se aproxima de R$ 10 trilhões, conforme comentado na matéria precedente.  


           Os Correios, que no passado se denominava Departamento de Correios e Telégrafos,  que atendem serviços em todos 5.570 municípios, considerando Distrito Federal ao Fernando de Noronha.   É uma estrutura operacional pesadíssima, porém necessária, para atender, sobretudo, as localidades de difícil acesso.    O desequilíbrio financeiro dos Correios decorre sobretudo pelos encargos de atender municípios com  pouca demanda.    E, nas principais praças de alta demanda os serviços são substituídos, muitas vezes, pelas empresas de entrega como o Mercado Livre.   Em outras partes do mundo, os Correios atendem, nas pequenas localidades ou de difícil acesso, prestando serviços bancários como os "depósitos em poupança".     


            Esperar que os Correios deem lucro, competindo em "desigualdade" com os serviços prestados pela iniciativa privada, que atendem sobretudo localidades com maior demanda, é um erro conceitual.   Exigir de uma empresa estatal, nessas condições, que dê "lucro operacional", prestando serviços essenciais, nos rincões não atendidos pelo próprio Governo federal é "pedir demais".    Enfim, em resumo podemos afirmar que os Governos, nas três esferas, tem mais gente trabalhando no "ar condicionado" do que gente, como "carteiros" entregando as correspondências, faça sol, faça chuva.   Minhas homenagens aos funcionários dos Correios e meu agravo aos políticos de plantões, trabalhando no "ar condicionado" e uma dezenas de assessores bem remunerados, muitas vezes desnecessários.   


             Ossami Sakamori

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