Petróleo da Margem equatorial

 


A última notícia sobre a exploração de petróleo que está sendo discutido em nível de Governo, mais precisamente na Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Casa Civil, que se manifestou nessa quinta-feira, dia 11, "em defesa" do método conhecido como de "fratura hidráulico", denominado de “fracking” para exploração de gás, como já acontece na Argentina e nos Estados Unidos, em larga escala.  Se esta Corte decidir "banir" o "fracking" no Brasil, vai criar, não apenas para a Opep, mas, também à estatal Petrobras, uma concorrência à exploração de petróleo "off shore", cada vez mais profundo, aumentando o "risco de vazamento" como ocorreu na plataforma de petróleo  no Golfo de México em 2010.   O estrago foi tamanho que, se não fosse empresa estatal da Noruega, não teria sobrevivido ao prejuízo causado pelo acidente.  O acidente teria custado para a empresa norueguesa, cerca de US$ 150 bilhões.
 
             No meio desta disputa pelo petróleo, há uma queda de braço acirrada entre a Petrobras e os órgãos de meio ambiente sobre a exploração de petróleo na costa equatorial do País.   Há uma "disputa acirrada" entre governo, ambientalistas e setores econômicos, com o tema centralizado no Superior Tribunal de Justiça sobre o licenciamento ambiental, na margem equatorial.   Uma coisa é cristalina: não há maneira que possa dizer "totalmente seguro" para exploração do petróleo "off shore" ou "no alto mar".   Acidente poderá haver, mesmo que a ocorrência do risco como a que ocorreu no Golfo do México seja o mínimo.   Por isso, a queda de braço entre a Petrobras, com fins lucrativos e ambientalistas sobre a "pesquisa" da reserva do petróleo na margem equatorial.   Para o País é uma saída estratégica e econômica, a exploração da margem equatorial, que vai do Amapá ao Rio Grande do Norte.   O que falta é uma "explicação devida" para a população brasileira.   Tudo que acontece no País, é na "surdina", nos Cortes Superiores da Justiça, sem um esclarecimento pragmático para a população.    O povo é sempre o último a saber!   

            No   Brasil ainda há muita reserva de gás extraído do xisto, cujo volume ainda não está dimensionado.    A reserva de gás do xisto situa-se na região sul e parte do centro-oeste, notadamente nos Estados do Santa Catarina, Paraná, parte de São Paulo e  Mato Grosso do Sul.   “Se o STJ decidir banir o "fracking" no Brasil, vai favorecer a OPEP.   O País, ainda, não tem dimensionamento da reserva de gás impregnado no "xisto", como ocorre nos Estados Unidos, cuja reserva está estimada para atender o consumo "nos próximos 100 anos" e tem tecnologia de exploração do gás do xisto que não causa danos ao meio ambiente, mediante "injeção de água" na camada de xisto.   

         Disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, recentemente, num evento com os empresários do setor em São Paulo: Pensamos que faria bem ao Brasil avançar, dentro da maior segurança ambiental, mas avançar no gás não convencional ou gás de fracking, porque nós importamos”.   O principal defeito dos brasileiros e em especial dos políticos de plantões é "politizar" os assuntos que são "meramente" técnicos. 

           Esperamos que os candidatos à Presidência da República, manifestem sobre o tema, essencial e importante para o País, além dos temas como "bolsas e auxílios" de toda natureza.    O tema, gás do xisto é tão importante para o País visando benefícios para a população, ambientais e econômicos. 

                  Ossami Sakamori

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