Os blá-blá-blás dos candidatos à Presidência
Hoje, vou me aventurar em descrever sobre a "ausência" de um "plano econômico", que os economistas e planejadores denominam de "política econômica". É incrível que os sucessivos governos da República, pós "regime militar" do general Castelo Branco ao general Figueiredo, não se preocupam em apresentar as suas "políticas econômicas" ao País. Dá-se a impressão de que os governos civis, desde então, tem "medo" de apresentarem como sendo continuidade do "regime militar". A organização não é privilégio dos militares nem tão pouco o planejamento. O Brasil merece um "planejamento" de longo prazo.
Política econômica é um conjunto de medidas de "curto prazo" e diretrizes do plano econômico de "longo prazo" para o País. Há uma certa "confusão mental" dentre os "políticos de plantões" e dos setores produtivos do País, entre a "política fiscal" e a "política econômica". A "política fiscal", na macroeconomia, trata-se do Orçamento Público federal, que não engloba o planejamento ou as metas do Governo federal para o "setor produtivo", direcionando os investimentos privados, nacionais e estrangeiros visando o desenvolvimento do País, em conformidade com a "política econômica" do País, o primeiro e mais importante "vetor" para investimentos privados e de riscos. Nenhuma empresa do setor privado, investem num país, "sem rumo", com constantes mudanças no viés político no Governo federal, como acontece no Brasil. Brasil é visto como país institucionalmente instável pelos investidores estrangeiros.
Ainda no regime militar, com a "política econômica desenvolvimentista" houve no País, investimentos pesados da iniciativa privada, com o "apoio" do Governo federal, sob forma de "financiamentos" públicos (BNDES) e pelos bancos privados (estrangeiros). O viés político era, à época, nitidamente, pró "Estados Unidos", sobretudo com instalações das suas indústrias automobilísticas no País. Sem ser explícito, os investidores nacionais e estrangeiros, não tinha dúvida sobre o "viés econômico", uma boa parte sinalizado pelo próprio BNDES. No cenário atual, o Banco de Desenvolvimento tem importância secundária para desenvolvimento do País, sobretudo no Governo Lula, preocupado que está com financiamentos de infraestrutura nos países de sua influência "geopolítica", na América do Sul e parte sul do continente africano. Mesmo na nova conjuntura, o Brasil vem perdendo "protagonismo" no desenvolvimento do continente sul-americano para os Estados Unidos e a Europa. Presidente Lula se esforça para trazer os investimentos chineses, que, inevitavelmente, vem acompanhado de "ideologia socialista de partido único".
É dentro deste contexto, a completa falta de uma "política econômica" no País, como ocorreu no passado recente, o Presidente Lula tenta aproximação com a China e seus satélites, como o governo do Irã e os "palestinos" no Oriente Médio, em confronto direto com os países que são alinhados contra o regime democrático dos Estados Unidos. Particularmente, os palestinos são bem vindos ao Brasil, tanto quanto os israelitas que tem contribuído com o desenvolvimento do País. O Brasil como um País soberano, deveria ficar "acima" das ideologias políticas, tão expostos no Governo Lula. Respeito, no entretanto, quem pense diferente.
Esta definição da preferência do "regime de governo" e completa ausência de uma "política econômica", somado ao compromisso com a "responsabilidade fiscal", para garantir a sustentabilidade dos programas sociais do Governo federal. Enfim, o Presidente Lula, administra o Brasil como se administra um "boteco de esquina", sem qualquer "planejamento" deixando à mercê da "própria sorte", dependente dos preços de commodities ao sabor da Bolsa de Mercadorias do Chicago.
Resumindo, o Brasil do Governo Lula e dos seus antecessores, não se preocupavam e não se preocupam com a "política econômica" e muito menos da "política fiscal". Não é mudando a nomenclatura para "arcabouço fiscal", que é uma mistura da política econômica e da política fiscal, que vai "salvar" a situação do País, como pensa o ministro Fernando Haddad. É uma pena que um país com tudo que as condições geográficas contemplam esteja "em disputa" para ver quem manda no País, tal qual moleques de ruas do meu tempo de infância. Faltam aos candidatos à Presidência da República, a apresentação de suas "políticas econômicas" e "políticas fiscais", que irão delinear o futuro do Brasil. O resto são os tradicionais "blá-blá-blás" das campanhas eleitorais, padrões, no País. Haja paciência ficar ouvindo... até outubro do próximo ano!
Afinal, o Brasil vai jogar o jogo do Xi Jingpin ou do Donald Trump ?
Ossami Sakamori
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