O teatro de marionetes

 

Estão equivocados os analistas políticos em relação ao lançamento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato ao cargo de Presidente da República, nas eleições do próximo ano, o de 2026.   Presidente Jair Bolsonaro, está preso por determinação do ministro Alexandre Moraes do STF, provisoriamente, na carceragem da Polícia Federal no DF, provisoriamente, até encontrar um destino, a cadeia, adequada a um ex-Presidente da República, pela suposta tentativa de um crime político.            


            O objetivo dele, eu imagino, é de manter a "chama de oposição" ao governo do Presidente Lula, que já manifestara interesse em se candidatar à sua própria sucessão no próximo ano.   Tendo em vista a condenação de 27 anos e mantido em prisão provisória, na sede da Polícia Federal e "aguardando" local definitivo para cumprimento da pena, seja domiciliar ou algum estabelecimento penal, ele quer manter a sigla PL e o número 22, do Partido Liberal a que pertence, às vésperas das próximas eleições.  


             Nos últimos dias, havia especulações de nomes da sua ala política, como o do governador Tarcísio de Freitas, Republicanos, com uma possível "dobradinha" com a sua esposa, Michelle Bolsonaro, PL/DF, como sua Vice.    As constantes viagens pelo País pela Michelle Bolsonaro, estava colocando em "rota de colisão" entre os membros do seu próprio clã.  Presidente Bolsonaro, PL/RJ, quer mesmo que a sua esposa concorra a uma vaga do Senado Federal pelo DF, o domicílio eleitoral da sua esposa, Michelle.   


          O anúncio da indicação do senador Flávio Bolsonaro, PL/RJ, faz parte do "jogo político" do Presidente Bolsonaro, de manter o Partido Liberal, número 22, em "confronto direto" com o atual mandatário, Presidente Lula, PT/SP, que já manifestou publicamente a sua intensão de postular a mais um mandato nas eleições do próximo ano.    E, também, está passando despercebido, que até às convenções no mês de julho do próximo ano, "poderá" ou não ser aprovado a "anistia" aos que tiveram nomes vinculados aos atos que foram a ele imputados, como "tentativa de golpe", sem tanques na rua, com apenas uma "minuta de golpe", sem assinatura, que circulou pela rede de comunicação "WhatzApp" e uma "suposta" entrega de dinheiro em espécie pelo vice-Presidente Walter Braga, numa caixa de papelão para financiar o "Golpe de Estado", engendrado pelo Ajudante de Ordens do então Presidente da República.   Para quem viu, tanques do Exército na rua no Golpe Militar em 1964, isto tudo que assisto, me parece um verdadeiro "teatro de marionete", onde os bonecos são manipulados pelos personagens ocultos, para alegrar o público.    O pano do fundo, escondem os verdadeiros "manipuladores" da vida dos cidadãos comuns pelos verdadeiros "malfeitores".   Que cada um tire as suas próprias conclusões...


          Ossami Sakamori     

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