Lula / Flávio e o mercado financeiro
Eu não saberia afirmar se a ligeira "queda da popularidade" do Presidente Lula se baseia no lançamento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro, PL/RJ, à Presidência da República ou a previsão de um novo "rombo fiscal" previsto para o Exercício fiscal de 2025.
O fato é que o Governo Lula gasta acima da sua capacidade de arrecadação, isto é, despesa maior que a receita, contrariando a Lei de Responsabilidade Fiscal, a Lei Complementar número 101/2000, de dezembro de 2000, a qual visa estabelecer o "equilíbrio das contas públicas" e a punição de gestores que desrespeitam os limites de gastos públicos, sem estabelecer que punições. Lembrando que a Presidente Dilma teve seu mandato cassado por ter feito "maquiagem" nas contas públicas para "aparentar" o equilíbrio das contas do exercício de 2015.
O Tesouro Nacional alerta que o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 4º bimestre, apresenta previsão de "déficit primário" de R$ 73,5 bilhões para 2025, decorrente de uma receita líquida de R$ 2,344 trilhões e despesas primária de R$ 2,417 trilhões. Lembrando que no "déficit primário" não computa o pagamento de "juros da dívida pública", contraído pelo Tesouro Nacional, pagando juros exorbitantes de 15% ao ano para uma inflação corrente ao entorno de 5%. Podemos afirmar que o Governo federal paga ao mercado "juros de agiota" para cobrir as suas contas primárias. Isto tudo ocorre num ambiente em que a dívida pública do Tesouro Nacional, aproxima celeremente ao montante de R$ 10 trilhões, enquanto o que o PIB, o conjunto de riqueza que o Brasil produziu foi de R$ 11,8 trilhões, caindo na lista de maiores economia do mundo de 8ª para 10ª posição.
Diante da situação política e econômica do País, neste momento, não saberia afirmar se a queda no índice do Bovespa, de ontem, teve origem no "efeito Flávio Bolsonaro" ou a percepção de que "as contas fiscais" andam mal pela situação de "desiquilíbrio". Seja como for, o clima político no Brasil, pré-eleitoral, não é dos melhores.
Enquanto esta situação perdurar, o melhor que se faz é aplicar as suas economias em títulos atrelados aos dólares ou mesmo em aplicações conservadores como os títulos do Tesouro Nacional. Continuem apostando no Brasil, independente dos governantes de plantões!
Ossami Sakamori

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