Brasil está quase parando ...
Estamos entrando no último mês do ano e não constatamos, aos olhos vistos, a tradicional compras do final de ano, como acontece ou acontecia nos anos anteriores. Os principais veículos de comunicação do País, mostram os principais centro de comércio varejista nas principais capitais do Brasil vazios. Isto parece ser "a causa e ao mesmo tempo consequência" da ausência de uma "política econômica" do governo do Presidente Lula apesar da "política fiscal" com gastos "acima da capacidade de arrecadação" do País, com previsão de mais um novo "déficit primário" para o ano em curso.
A população brasileira vem sentindo a capacidade de gastos das suas rendas, em todas camadas da sociedade, dos mais ricos aos mais pobres. As rendas estão se "evaporando", apesar de, "nominalmente", a renda tenha aumentado nestes últimos anos, independente dos Governos de plantões. Dentro destas medidas está a "isenção de Imposto de Renda" para rendimentos abaixo de R$ 5 mil reais por mês e estabelece descontos para rendas de até R$ 7.350 mensais.
Disse o Presidente Lula ao sancionar o Decreto de Lei de Isenção de Imposto de Renda: "O povo pobre não quer muita coisa, ele quer garantir que vai ter comida todo dia, que vai ter um lugar pra morar e que seus filhos possam estudar". Esse discurso do Presidente Lula é "chavão" das suas falas durante todo o percurso da sua vida política. Ao que parece, a distribuição de renda do País não mudou desde a sua chegada do seu grupo político, o Partido dos Trabalhadores, PT, no poder em 2002, sucedendo ao presidente Fernando Henrique Cardoso, PSDB.
Favorecido pelas exportações de produtos primários, como os agropecuários e de minério de ferro, o País vem garantindo a sua "sustentabilidade", apesar dos sucessivos equívocos da "política econômica" e da "política fiscal" ou ausência delas, nos "governos plantões". Ainda assim, o Governo do Presidente Lula não consegue ao menos "zerar" o "déficit primário", que é o dinheiro que falta para cobrir as despesas primárias, que excluem os serviços da "dívida pública". Neste último quesito, o País não paga sequer os juros e serviços da dívida pública, provocando o "déficit primário" e aumentando cada vez mais a "dívida pública federal", pagando verdadeiros "juros de agiota", tabelado pela taxa Selic de 15% ao ao para inflação ao redor de 5% ao ano. Esta situação está fazendo com que a dívida pública, assumido pelo Tesouro Nacional se aproxime rapidamente dos R$ 10 trilhões.
É inadmissível que o Presidente Lula, com gastos públicos impensáveis, no seu terceiro mandado, ainda esteja fazendo o mesmo discurso de sempre, para o seu "curral eleitoreiro" de "levar comida todos os dias e ter onde morar". O pior de tudo é que há pessoas cultas que continuam acreditando nos "chavões" do Presidente Lula, sobretudo os que estão de alguma forma são beneficiados com as verbas públicas federais. Grosso modo, desta forma, cada cidadão do setor produtivo paga salário de um do setor público.
Na teoria macroeconômica, não tem milagres a fazer. Quando um indivíduo do setor produtivo ter de manter um funcionário do setor público, grosso modo, ele terá que trabalhar em dobro, para ele próprio e para um do setor público. Ainda assim, o setor produtivo é considerado o "vilão" do sistema engendrado pelos sucessivos "governos de plantões".
Ossami Sakamori

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