Os palhaços do circo Brasil
O próprio Governo Federal, através da Coordenadoria Geral de Política Fiscal, Tereza Assis, durante a coletiva à imprensa, nessa última quinta-feira, dia 13, afirmou ter revelado melhora em expectativas de mercado em relação ao comportamento da Dívida Bruta do Governo Central ou seja do Governo federal, em relação ao PIB - Produto Interno Bruto, para 79,54% do PIB, comparado com 79,60% da estimativa anterior. Isto, segundo critério próprio do Governo. No meu critério, este índice está próximo de alcançar 100% do PIB.
Por outro lado, continua a informação, da Coordenadoria, houve uma pequena elevação das estimativas do resultado primário do "déficit primário" previsto para 2025, passando de R$ 69,99 bilhões para R$ 70,64 bilhões em novembro. Ainda assim, no mês precedente, outubro, contou com o menor projeção do "déficit primário" estimado para o ano de 2025: R$ 67,57 bilhões. Vamos lembrar que o número é apenas estimativa.
Para o leigo entender, é necessário explicar do que se trata o Orçamento Fiscal do Governo federal e suas "nuanças", que escondem a verdadeira situação das contas públicas do Governo federal, que denominamos de "Orçamento Fiscal", cuja regra principal está duramente descrita em um dos seus artigos da Lei de Responsabilidade Fiscal de 2000, que preceitua: a "receitas e despesas deverão estar equilibradas" ou seja, as receitas cobrindo as despesas. Os sucessivos "governantes de plantões", faz da Lei, uma "letra morta" e tratam o assunto como "corriqueiro" e sem importância. É assim que procedem, igualmente ao Brasil, os países que compõe o dito "terceiro mundo".
Em macroeconomia, o "déficit primário", seja qual for a denominação que se queira dar para o assunto, é o "dinheiro que falta" para cobrir as despesas primárias do Governo federal, sem ainda considerar o "pagamento de juros da dívida" do Tesouro Nacional. Significa que a arrecadação de impostos e contribuições do Governo federal é insuficiente para cobrir as despesas primárias, que não inclui o pagamento de juros da dívida pública, muito menos de amortização da parte dela.
Infelizmente, para o Brasil alcançar o patamar de "seriedade" nas contas públicas dos países do G7, as sete maiores economias do mundo global, guarda uma distância quase intransponível. Enquanto isso, os dirigentes de plantões, não fazem nada para o Brasil estar incluído como uma das maiores potências econômicas do planeta. Afinal, somos os palhaços deste mesmo circo. Você é, também!
Ossami Sakamori

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