NU Bank não é Banco !

 



Na matéria precedente, falei da quebra do Banco Master, onde milhares de pessoas e grandes corporações amargaram prejuízos, sobretudo as entidades públicas e estatais sob controle do Governo federal e de governos estaduais.   Não se sabe exatamente o valor dos prejuízos provocados pelo Banco Master, em intervenção e provável "liquidação financeira" pelo Banco Central conforme prevê legislação em vigor.    De princípio, os clientes comuns, terão garantia de até R$ 250 mil pelo Fundo Garantidor do Sistema Financeiro, criado para o fim próprio.    As aplicações acima deste valor ficará com o "rateio" da "sobra" de recursos, "se houver".   Este filme, nós já vimos inúmeras vezes no Brasil.   


             No mercado financeiro, há um "temor" enorme em tratar sobre o tema "sensível e complexo" como este, também, por um grande contingente dos operadores do mercado financeiro, muito deles pertencente às instituições financeiras de grande porte, que "preferiram" lançar as eventuais aplicações nos títulos do Banco Master como "prejuízo", conforme determina a legislação em vigor.      O fato concreto é que os prejuízos, de alguns R$ bilhões, serão arcados pelos investidores privados e institucionais.  Certamente, vocês não ficarão sabendo do montante dos prejuízos das instituições envolvidas.   Na minha avaliação, o prejuízo total deve ultrapassar os R$ 20 bilhões.


           Dentro do contexto semelhante, há uma instituição "não financeira" que tem um comportamento semelhante ao do Banco Master, denominado comercialmente de NU Bank, que é uma empresa "startap" brasileira, oficialmente, operadora de cartões de créditos, sediada em São Paulo e fundada em 2013.


          A "fintech" NUBANK é de propriedade dos David Vélez, Cristina Junqueira e Edward Wible, com atuação no Brasil, México e Colômbia, cujo presidente é o Youssef Lahrech, sob denominação de Nu Pagamentos SA, vinculado ao Nu Holdings Ltd, cujos serviços, de acordo com o estatuto, opera no ramo de investimentos, empréstimos e seguros, atividades típicas de uma instituições bancárias como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o Bradesco ou o Itaú.   Porém, a semelhança termina aí, o nome NuBank, que não é um "banco", portanto não está sob o crivo do Banco Central.   O Banco Central que é o órgão que disciplina as atividades financeiras, passa ao largo das situações atípicas como a do NU Bank.


          Cada um sabe onde aplicar os seus recursos, aparentemente, rentáveis, porém, convém averiguar se a "instituição financeira" está autorizada para operar como tal, pelo Banco Central do Brasil.  Banco Central é o "guardião" do mercado financeiro, que atua conforme a demanda e reclamações do mercado.   Lembrando, mais uma vez que, a NU Bank, em sendo um entidade "fora do sistema financeiro nacional" não sofre crivo e fiscalização do Banco Central do Brasil.   


          Não apliquem os seus recursos no NU Bank, utilizando-se, se assim desejar, tão somente os serviços de "cartões de crédito" dela.  Isto tudo, para mim, com longos anos de janela, tem cheiro de mais um Banco Master.  


            Ossami Sakamori     

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