Brasil quer ser uma Suécia



Na matéria de hoje, vou entrar no tema um tanto complexo e espinhoso para leigos em macroeconomia, como são os leitores deste blog, espaço cedido gratuitamente pelo portal Google.   Aliás, mesmo este que escreve não tem formação em economia ou em macroeconomia.     No entanto, na ausência de matéria pertinente para compreensão de leigo, aventuro-me a esclarecer em poucas linhas, as "distorções" que ocorrem na economia do País, sobretudo, marcado pelo monumental "gastos públicos" acompanhado de serviços de "terceira categoria" oferecidos pelos Governos de plantões, englobando o Governo federal, estadual e municipal e empresas controladas por eles, como transporte coletivo, correios e saneamento, entre outros.   

           A  participação do setor público no PIB brasileiro, tomando como referência o ano de 2023, as despesas do Governo geral representou 45,4% do PIB, enquanto as receitas ficaram em 37,8% do PIB. Sim, as receitas são maiores do que as despesas.  A conta, simplesmente, não fecha.  O artifício dos sucessivos Governos, sobretudo o Governo federal, se baseia na emissão de títulos do Tesouro Nacional para cobrir as despesas do Governo federal.  Desta forma, a dívida pública federal, a do Tesouro Nacional, marcou  76,1% do PIB em 2024.

           Para melhor compreender, precisa entender que o setor público  é movido pelo "interesse social" ou pela necessidade da sociedade, sendo esta financiado por impostos, tarifas e contribuições, de toda ordem.   Neste mesmo contexto, o setor privado visa o lucro e atende as demanda dos clientes, com investimentos e financiamentos dos investidores institucionais, privados e públicos, nacionais e internacionais, visando o controle do mercado consumidor.    No setor privado pode levar a empresa a "falência" enquanto no setor público o os gestores públicos elevam a "carga tributária" arcada pelo setor privado.   Desta forma, é muito fácil ao Governo federal criar incontáveis "programas sociais", como se fossem benesses dos Presidentes da República de plantões.    Desta forma, até mesmo os incompetentes gestores públicos se mantém nos cargos públicos.    A conta quem paga é Você !


         Dentro deste conceito, os Governos de plantões, recorrem aos tributos, tarifas e contribuições e na falta deles recorrem aos financiamentos públicos com emissão de títulos do Tesouro Nacional, pagando os juros balizados pela taxa Selic, hoje em 15% ao ano para inflação corrente ao entorno de 5%.  O "spread" alto entre a inflação e taxa de juros Selic, representa a "falta de credibilidade" dos governantes de plantões.   Este último, atualmente,  é do Governo do Presidente Lula, um analfabeto funcional, sem competência como gestor de finanças públicas, no cargo máximo da República.   


              Para efeito de comparação, em 2024, os gastos do Governo representavam semelhante aos gastos do governo da Suécia, em torno de 50,7% do PIB.   A Suécia possui uma das maiores proporções de funcionários públicos em relação à força de trabalho dentre os países do OCDE, com cerca de 29,28% do PIB.  A qualidade de vida no país escandinavo é de Primeiro Mundo.  Um dos aspectos contrastantes no Brasil é o rendimento médio das pessoas do setor público que é cerca de 71,7% maior do que os trabalhadores do setor privado, segundo IBGE.   O contexto é agravado com o nível da dívida pública do setor público, leia-se Tesouro Nacional se aproximando a R$ 10 trilhões, pagando juros a base da taxa Selic, 15% ao ano, para sucessivas renovações.  O endividamento público em setembro último, representava 90,5% do PIB.   O nível do endividamento e o perfil de amortizações da dívida pública é muito preocupante!   O Brasil está igual aquela pessoa que "continua gastando" o limite do seu "cartão de crédito", aumentando o saldo devedor, sem ter perspectiva de melhora no seu rendimento.   Em algum momento, a pessoa descrita, semelhante ao País, será obrigado a dar "calote" na sua dívida.    O nível da taxa Selic, muito acima da inflação é o sintoma de que a situação econômica do País não está nada boa, apesar de Presidente Lula se esforçar em tentar "disfarçar" esta situação delicada.   O Presidente Lula está ocupado em conquistar mais um mandato de Presidente da República.   Gastamos muito e investimos pouco!

             Brasil quer ser uma Suécia, mas, está longe de sê-la. 


            Ossami Sakamori

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