Brasil não é república de bananas


Hoje, volto ao assunto do "crescimento econômico" do Brasil, pela enésima vez.  A revista Veja, de hoje, traz matéria sobre as "pré-condições" para que o País cresça sustentavelmente, porque o tema é importante para o País, de se inserir "acintosamente" no "ranking global" como um país importante no cenário global, mesmo não pertencendo ao grupo de 7, as maiores economias do mundo, tendo como primeira posição da lista, os Estados Unidos, cuja história é semelhante ao do Brasil, descoberta que foi na mesma época do Brasil, no início do século XVI.  De semelhança, só resta países com dimensões continentais e população que vai de 340 milhões para 212 milhões, respectivamente, porque nos demais itens não há semelhança nenhuma.       


            Infelizmente, o governo brasileiro, vive subalterno ao governo americano, mendigando, desta vez, sobre a melhoria nas tarifas de importação dos produtos brasileiros, de primários aos elaborados.   Quando se consegue redução de tarifas em míseros 10% sobre as  tarifas impostas de 50% (10% + 40%), o governo brasileiro, comandado pelo Presidente Lula, vangloria-se, como que "a conquista" (qual conquista?) tivesse interferência direta do Presidente Lula, junto ao presidente Trump, na última conversa que tiveram nos périplos pela Indonésia.   O fato real, concreto, é que a "tarifa de importação" dos produtos, com exceções, houve redução de 10%, permanecendo a tarifa adicional de 40%.   Sejamos realistas... Nada de extraordinário para os exportadores.


          Um país como o Brasil, com 8,5 milhões de km2 e 214 milhões de habitantes , que disputa a 9ª posição, atrás de minúsculos países como o Japão e a Itália, respectivamente 3ª e 7ª economia do mundo, é confirmação da nossa insignificância.  Poder-se-ia justificar que o Brasil é um país do Novo Mundo, mas nem assim, "cola" a "desculpa", se comparar o Brasil com os Estados Unidos, também do Novo Mundo.   Entre ambos países, a distância que separa, em termo de desenvolvimento econômico e social é imensurável e injustificável.   


           Dentro deste contexto, que o Brasil tenta negociar uma "tarifa preferencial", de forma "não convencional", através de "bravatas" descabidas e "desprezo" nas relações pessoais entre os dois chefes de Estados.   Enquanto isso, os principais parceiros econômicos dos Estados Unidos, fez-se presente com a "visita oficial" e formal dos chefes de nações à Casa Branca, residência oficial do presidente americano.   Infelizmente, o Brasil do Presidente Lula, contenta-se com a afirmação do presidente americano, Donald Trump, em dizer que "pintou um clima" entre ambos, como se a afirmação tivesse algum significado de informalidade entre ambos chefes de Estados.  O resultado está aí, o propalado desconto nas tarifas de importações anunciadas se refere aos 10% iniciais, não abrangendo o desconto sobre as "tarifas extras" de 40% adicionais. 


           Diante das circunstâncias, o Presidente Lula, pretende ter "conversas a sós", na reunião do G20, marcado na África do Sul, nos próximos dias.    Se na reunião vai sair alguma vantagem extra nas tarifas de importações é uma incógnita.   Certamente, o presidente Trump, usando da sua "esperteza", vai posar para foto com o Presidente Lula, para divulgar na imprensa internacional como "presidente conciliador", o Trump.   E, que se danem os "exportadores brasileiros", com o "desconto" de 10% sobre a tarifa de 50%.   Foi-se o tempo em que o empresariado brasileiro tinha em suas defesas, a poderosa Confederação Nacional da Indústria, a CNI, e o ícone do empresariado paulista, o FIESP.   Infelizmente, as grandes empresas brasileiras perderam, também, o seu protagonismo, na política econômica do País, deixando o Brasil à mercê da vontade política de um "analfabeto funcional".  Sim, eu me refiro ao Presidente Lula.   Faz falta uma pessoa preparada nestas horas...  Brasil não é república de bananas!


           Ossami Sakamori 

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