Brasil perdeu o brio e o brilho !

 


O que vou afirmar hoje, aqui, pode "chocar" os analistas econômicos e ministros da área econômica do Governo Lula, respectivamente, Simone Tebet do Planejamento e do Fernando Haddad do Ministério da Economia.  Esses últimos são os que menos entendem da "macroeconomia", para a infelicidade da população brasileira.   Ambos, infelizmente, são "analfabetos funcionais" nas respectivas áreas, as mais importantes do Governo federal com vistas ao "desenvolvimento econômico e social" do País.     


         Os principais "sintomas" da falta de perspectivas econômicas do País, é mostrado, "escancaradamente" pelo Banco Central do Brasil, que estabelece, pela legislação, a taxa básica de juros dos títulos do Tesouro Nacional, a nossa velha conhecida, a taxa Selic.   É prática comum nos países ao redor do mundo, o estabelecimento da taxa básica de juros dos títulos dos Governos pelo Banco Central de cada país.   Em qualquer parte do mundo, cuja economia está atrelada à iniciativa privada, como nos Estados Unidos, na União Europeia ou no Japão, a taxa básica de juros dos títulos dos governos serve de referência para balizar a saúde financeira dos respectivos países.   Não é diferente no Brasil... O País está doente !


          Nas principais economias do mundo, a taxa básica de juros, no caso do Brasil, a taxa Selic, serve ao mesmo tempo como referência para medir a "saúde financeira" de cada país.   Nos Estados Unidos, a taxa de juros dos títulos do Tesouro americano, está por volta de 4% ao ano, para uma inflação próximo do mesmo número.   No Japão, a taxa básica de juros do títulos de 20 anos do Tesouro japonês, está sendo praticado à uma taxa de 0,5% ao ano.   


          Feito o preâmbulo, a taxa básica de juros Selic do Banco Central do Brasil está em 15% ao ano, com vencimento a curto prazo, a média de 2 a 3 anos, para uma inflação presente ao redor de 5% ao ano, resultando no "juro real" de 10% ao ano.   Os juros altos, bem acima da inflação, é o custo da "credibilidade" ou a "falta dela" dos Governos de plantões do País.    Nós, analistas financeiros,  denominamos de "risco Brasil", que está sobejamente "alto", independente dos Governos de plantões.    Há uma nítida "falta de credibilidade" dos sucessivos governos, sejam eles de qualquer "matiz ideológico".     O mundo global vê o Brasil com "muita desconfiança".   A desconfiança, vem da demonstração da incapacidade dos sucessivos governos, que insistem em financiar os gastos públicos, com sucessivos "déficits primários" ou o "dinheiro que falta" para cobrir as sua próprias despesas, muito menos de pagar os juros da dívida pública, cada vez mais "explosiva", beirando R$ 9 trilhões, para um PIB de R$ 11,7 trilhões em 2024.   Na linguagem popular, podemos dizer que o Brasil está na situação de "pré-insolvência" ou situação de extrema dificuldade para honrar os seus explosivos compromissos financeiros.   


          Infelizmente, o Brasil é um "paradoxo", de um país onde uma grande parte do território é abençoado com clima temperada, onde a produção agropecuária, não tem paralelo no mundo, mas, ao mesmo tempo, contraditoriamente, um país com muita dificuldade em fechar as contas do Governo federal, por pura "incompetência" de sucessivos Governos, de plantões, de todas matizes ideológicas.   


           Será necessário que os políticos que governam este País, rico em natureza geográfica e de população, cuja origem são de diversas parte do mundo, enriquecendo mais ainda a potencialidade econômica, "sem par" no mundo global.   O povo brasileiro, infelizmente, perdeu o "brio" de dizer que é da riquíssima terra de Santa Cruz e se escondem atrás de biombos da ignorância.  


            Não é possível que um país como o Brasil, esteja "dependente" dos "americanos" ou dos "chineses", sem desmerecer as qualidades desses povos.    Brasil deveria estar crescendo ao mínimo 5% ao ano, igual ou acima dos americanos ou dos chineses, com as conjunturas favoráveis que acima descrevi.   Nós, o povo brasileiro, deveríamos "erguer a cabeça" e "tocar para frente", independente dos governantes de plantões, de esquerda à direita, que só almejam preencher suas próprias vaidades.    Esse tempo já esgotou... o povo quer saber das "melhoras nas suas vidas pessoais", independente de quem esteja no Poder da República, um operário ou um militar.    Que País é esse que, eternamente, procura por um "salvador da pátria" !!!


            Ossami Sakamori                      

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