Banco Master não é caso isolado!

 

O Banco Central do Brasil, usando sua prerrogativa previsto em leis vigentes, "decretou" nesta terça-feira, dia 18, "liquidação" do Banco Master e conjunto de empresas vinculados ao empresário Daniel Vocaro, dono de fato das instituições financeiras vinculados ao Banco, por período de 120 dias, prorrogável, para liquidação, também, do conglomerado de empresas do mesmo controlador.   


         O anúncio foi feito pelo Banco Central um dia após a empresa Fictor Holdong Financeira fazer proposta de compra da instituição financeira comandada pelo Daniel Vocaro e após mais de 2 meses após o Banco Central rejeitado a compra do Banco Master pelo BRB, o Banco de Brasília.   A "EFB Regimes Especiais de Empresas" foi nomeada pelo Banco Central para executar a administração especial temporária do conglomerado Banco Master.


            A liquidação é adotada pelo Banco Central, conforme legislação própria, quando a Instituição que regula e fiscaliza as entidades financeiras do País, não seguindo os mesmos ritos de "falências e concordatas" previstas para empresas "não financeiras".   Neste caso, o funcionamento da instituição em liquidação é retirada do sistema financeiro nacional, quando o Banco Central avalia que a instituição financeira é irrecuperável.   Porém, a repercussão do efeito "Banco Master" no restante do "sistema financeiro" é duvidosa.    Vamos esperar que a referida "liquidação" não seja a ponta de um interminável "fio de novelo".   Vamos esperar que não seja!


         Esta situação de "liquidação extrajudicial" de uma instituição financeira, repercute "diretamente" aos investidores que tem os recursos aplicados no Banco Master, que "em parte" serão ressarcidos pelo "Fundo Garantidor de Créditos".   Toda forma, os investidores que tem aplicações no Banco Master, hoje, em liquidação, salvo uma parte do recurso garantido pelo "Fundo Garantidor de Créditos", na prática, terão que "arcar com o prejuízo" do restante.   O instituto "Liquidação" de uma instituição financeira não é novidade no País. Faz parte do "sistema de saneamento" do mercado financeiro, extirpando as instituições financeiras e banqueiros "nocivas" à economia do País.   


           É convém lembrar que o "episódio" de liquidação financeira de uma instituição financeira não será "caso isolado" diante de uma conjuntura econômica e financeira do País, cuja ausência de uma "política econômica" e uma "política fiscal" consistente é bastante nítida, comentadas neste espaço, insistentemente.    Banco Master não é caso isolado!    BRB está na mesma mira do Banco Central, segundo última informação.


           Banco Master não é a causa !  Ele é apenas reflexo da ausência de uma "política econômica" e de uma "política fiscal" equivocada!  Vai haver desdobramento!


               Ossami Sakamori


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