As estrepolias do Governo Lula

 

O maior problema do Brasil, neste momento, é o "endividamento" do Governo federal através do Tesouro Nacional para cobrir o "déficit primário" da sua conta, o que quer dizer que o Governo Lula não está conseguindo "pagar as suas despesas" para a manutenção da sua estrutura de "impensável" 38 ministérios e órgãos vinculados que, por sua vez, "não conseguem" cobrir as suas próprias despesas, como dos órgãos como Correios e inúmeros "órgãos penduricalhos" da Administração federal.    Vou deixar de citar estes órgãos, porque faltaria espaço para nominar todos eles.   Soma-se às despesas, inúmeros programas sociais de "cunho eleitoreiro" como "bolsa família" e diversos programas sociais criados para atender o "curral eleitoreiro" dos governantes de plantões.   


            O maior problema nisso tudo, não é o tamanho da dívida pública, recorrentes em quase todos países do planeta.   O problema é a estrutura dessa dívida.  Quase metade (48,19%) está indexada à Selic, que permanece em um nível restritivo de 15% ao ano, após sucessivas altas para, em tese, conter uma inflação.   A consequência é que os títulos atrelados à inflação respondem por 26,68%, enquanto os prefixados respondem por 21,44% e os vinculados ao câmbio, 3,68%.  O nível de remuneração é "exigido" pelo mercado financeiro para sua rolagem, por falta de credibilidade dos governantes de plantões, de direita à esquerda.  


             O fato concreto, o mais grave, é que o Governo federal não consegue pagar as suas próprias despesas, causando o grave "déficit primário", que é o "dinheiro que falta" para cobrir as suas despesas primárias, sem incluir ao menos o "pagamento dos juros da dívida pública".    O Governo federal, paga ao "mercado financeiro" juros exorbitantes, atrelados à taxa Selic, para a manutenção da sua própria estrutura administrativa mencionada no início da página.   Quanto aos juros da dívida pública, impagáveis, que se acresce ao principal da dívida, "rola-se", como fazem muitos dos leitores deste, nos seus "cartões de crédito".  


            Creio que, o País está, ainda, longe do "default" ou a situação de "falência", como aconteceu com a Grécia para realizar Olimpíada naquele país, sem a capacidade econômica de sediar o Evento.   Mas, estranhamente, dentro do contexto narrado, o Brasil financia obras de infraestrutura dos países africanos, anunciado pelo Presidente Lula, para manter sua posição de liderança no grupo denominado de G20, o grupo ampliado do G7.   O Presidente Lula, à custa do "endividamento público", financia com o dinheiro do Tesouro Nacional, vários "benesses" aos países da América do Sul e da África, para manter-se na liderança do País no cenário internacional.   Tudo isso, dentro da situação econômica e financeira do País que "precisa" pagar juros da sua dívida pública, à taxa "exorbitante".   Assim, até eu administraria o País com "os pés nas costas".


            Ossami Sakamori

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