Arábia Saudita pretende investir US$ 1 trilhão nos Estados Unidos



A imagem do topo está nas principais mídias internacionais, com destaque, o que não acontece com as mídias nacionais.   De maneira geral,  a imprensa brasileira e por conseguinte, o povo brasileiro, trata o assunto dos Estados Unidos com certo "desdém" ou com "ciúme doentio" ao invés de tratar a maior potência econômica do mundo como exemplo a ser "copiado", em diversas áreas como na educação e no desenvolvimento tecnológico.

         Sob ponto de vista "macroeconômico", os Estados Unidos é a maior potência econômica do mundo, com PIB aproximando em US$ 30 trilhões para uma população de 340 milhões de habitantes, enquanto o PIB do Brasil está estacionado ao redor de US$ 2,2 trilhões e população de 213 milhões de habitantes. Curiosamente, ambos continentes que pertencem os países citados foram descobertos no início de século XVI.   Grosso modo, o Brasil representa 2/3 em relação aos Estados Unidos em extensão territorial e número de habitantes.   Infelizmente, a semelhança para por aí.   

           A imagem do topo se refere à visita que fez o príncipe da Arábia Saudita ao presidente Trump, na Casa Branca, no dia de ontem, dia 19.   Durante a reunião, o príncipe Bin Salman anunciou ao presidente americano, o aumento de investimento do seu país de US$ 600 bilhões para US$ 1 trilhão, que em moeda brasileira representa R$ 3,2 trilhões a R$ 5,33 trilhões na cotação atual, no solo americano. 

           Com um "enorme sorriso", o presidente Trump, acostumado com números da economia americana, a da primeira potência econômica do mundo, pediu a ele que confirmasse o valor do investimento, ao que o príncipe herdeiro respondeu com enorme sorriso: "Sem dúvida."   Presidente Trump, que de bobo não tem nada, com tratamento de chefe de Estado, apesar de ser príncipe herdeiro.   A Arábia Saudita é o principal aliado do Oriente Médio, pela força que dispõe com os "petrodólares".   Na troca comercial, os Estados Unidos venderão à Arábia Saudita, os modernos caças de última geração e modernos equipamentos de exploração de petróleo em solo.   

             Enquanto o Presidente Lula, preside a COP 30, "mendigando" investimento em "Fundo de reflorestamento da Amazônia e florestas tropicais da África.   Até este momento, nenhum país do mundo, nem mesmo os membros do BRICS, prometeram fazer aporte de recursos, além do Brasil com o aporte de R$ 1,3 bilhões ou pouco mais de US$ 200 milhões, muito longe do número anunciado pela Arábia Saudita no território americano, US$ 1 trilhão.  

            Independente de qualquer análise macroeconômica mais apurada, infelizmente, o Brasil é um país da "periferia" do mundo global, distanciando cada vez mais de ser um "protagonista" do mundo global.   Brasil não tem "projeto econômico" para tirar o "atraso" em relação ao Primeiro mundo.   Estamos, eternamente correndo atrás de "desvio de recursos públicos e privados", assistindo pela imprensa nacional, as manchetes dos últimos dias da imprensa nacional.   

             Infelizmente, o País se acomodou em na ausência de discussão sobre o futuro do Brasil, como faz o presidente Trump, atrás de investimentos.   As notícias no Brasil é sobre os gastos em viagens da primeira dama, Janja da Silva, um assunto "insignificante" diante do desafio de tornar o País, uma potência global.

             Ossami Sakamori

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