Aplico o meu dinheiro em ações ?
Depois de seis anos de péssimos resultados, de 2010 a 2015, o Ibovespa recuperou parte das perdas nos últimos anos, atingindo uma nova máxima em outubro, de 76.990 pontos, depois de quase 10 anos, após o pico em 2008, de 73.516 pontos, segundo dados da B3, o novo nome da antiga BM&FBovespa.
O Índice Bovespa é o principal indicador do mercado financeiro brasileiro, junto com a cotação do dólar americano, o US$. Depois de 6 anos de péssimos resultados, de 2010 a 2015, o Ibovespa recuperou parte das perdas nos últimos dois anos, do governo Lula, com ganhos de 28,9% em 2023 e 26,86% em 2024. Os números tem pouco a ver com o desempenho do Governo de plantão.
Não podemos esquecer que o Índice Bovespa não leva em conta a defasagem dos valores das ações, decorrentes da inflação do período, porém, é o Índice que o mercado financeiro baliza nas suas aplicações em "renda variável", sobretudo de ações de empresas privadas e de estatais, como a Petrobras e a Vale do Rio Doce, além de inúmeras empresas de "capital aberto". Deixo de declinar nomes das companhias listadas no Bovespa, para não constranger os aplicadores em "renda variável". Lembrando que os investidores conservadores aplicam suas reservas em "renda fixa", sobretudo em títulos do Tesouro Nacional, que remunera à base da taxa Selic. A taxa Selic remunera dos investidores em 15% ao ano, bruto, muito além do índice da inflação corrente, ao redor de 5% ao ano. A meta de inflação do Banco Central é de 3% tendo como o teto, 4,5% e piso de 1,5%. A inflação, oficial anda por volta de 5% ao ano, ligeiramente acima do teto estabelecido como meta do Banco Central.
Para investidores institucionais, o mercado de ações é de "alto risco", uma vez que as empresas com ações negociadas no Bovespa, sofrem interferências diretas das medidas do Governo federal, tais como incentivo financeiro através de "Crédito agrícola" e outros tipos de financiamentos com "juros subsidiados", além de imposição de "tarifas de importações" pelos países consumidores dos produtos brasileiros como minério de ferro e de commodities agrícolas.
Enfim, o mercado de ações ou de renda variável é para profissionais do mercado financeiro, que atrás de si tem equipe de "analistas financeiros" que analisam cada títulos de renda fixa e de cada ações de empresas de capital aberto. De toda forma, os recursos são de cada um, Pessoa Física ou Pessoa Jurídica. Cada um sabe o que faz com o seu dinheiro! Há um farto material disponível em publicações especializados ou informações dos "operadores" das Corretoras de Valores, que são pagos para esse fim.
Para os investidores, as informações sobre a economia global e nacional são importantes para balizarem os seus preciosos recursos. Para quem tem dúvida, deixem as economias aplicadas em títulos do Governo federal, atrelados à taxa Selic. Para quem gosta de "aventuras calculadas", há alternativas de aplicações em títulos de renda variável, além do mercado de ações das Companhias de Capital aberto. Grosso modo, as economias andam atrelados aos grandes investidores institucionais, privados ou públicos.
Sucesso para todos que acompanham os meus comentários!
Ossami Sakamori


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