A falta de demandas nas gôndolas de consumo


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo do IBGE em outubro deste ano foi de 0,09%, menor nível para o mesmo mês desde 1998.   Os itens livres, os itens cujos preços não são determinados pelo Governo, como tarifas e que não são determinadas por pressão da demanda e oferta, tem contribuído para "desaceleração" da inflação geral, no momento em que o desemprego está  em baixa e em consequência a demanda deveria estar em alta.   

       

         O IPCA registrou 0,09% em outubro, sendo o menor nível para o mesmo mês, desde 1998.   Os itens livres tiveram um desempenho pior do que o geral, mas assim mesmo, têm sido baixos desde maio deste ano.   Para os especialistas, o desempenho se deve a uma combinação de "sorte" no clima, que não atrapalhou a safra deste ano e fatores externos, como queda da taxa de juros dos títulos do governo dos Estados Unidos, somado a uma "política monetária" do Banco Central, de "juros altos" dos títulos do Tesouro Nacional.   Lembrando que a taxa Selic está em 15% ao ano, com juros reais "positivos".


          Algumas teorias sobre a inflação afirmam que o "desemprego muito baixo" pode causar uma "aceleração da inflação", que "em tese", é nessa situação é que haveria a pressão na demanda por consumo.    Segundo IBGE, a taxa de desemprego foi de 5,6% no trimestre fechado em setembro e o número de desempregado foi estimado em 6 milhões até o mês de setembro, o "menor índice já registrado na série histórica".   


            Para leigo entender, grosso modo, podemos dizer que a inflação é resultado do "falta de oferta" somado à "excesso de demanda".    No caso presente, eu afirmo que  é a somatória dos dois fatores, o "excesso de oferta" pelo sistema produtivo brasileiro, incluindo setores industriais e agropecuários e a "falta de demanda" pelo lado do consumo da população.   Com segurança, de quem milita na área há algumas décadas, este resultado da inflação medido pelo IPCA é decorrente do "empobrecimento" da população, que retrai nas compras pela "perda de poder aquisitivo".


          Sob ponto de vista técnico, são dois fatores que se somam, o excesso de oferta e a falta de demanda.  O lado positivo é que o setor produtivo brasileiro está preparado para atender à demanda crescente da população e o lado negativo é a perda do "poder aquisitivo" da população seja em forma de nível de renda ou pela alta de preços dos serviços prestados pelos governos, como energia elétrica e saneamento, do que propriamente pelo lado da oferta de produtos.   O setor produtivo brasileiro, sobretudo o setor industrial, tem ressentido pela falta de demanda de seus produtos.   Isto é contradição que se cria por falta de uma "política econômica" do Governo federal.


          Diante disso, a "falta de demanda" dos produtos das gôndolas é consequência da "ausência" de uma "política econômica" para o setor produtivo e sobretudo pelo excesso de gastos públicos com constante "déficits primários", o dinheiro que falta para cobrir as despesas do Governo federal.   Em resumo, tem mais coisas erradas do que coisas certas, nos sucessivos "desgovernos" da República.    Quem paga a conta é a população, que arca sozinho, as contas criadas pelos "desgovernos" de plantões!


           Ossami Sakamori

Comentários

  1. O desemprego está baixo se considerarmos que aproximadamente 35% da população economicamente ativa vive pendurada na ajuda governamental e não procuram emprego, e assim consideradas empregadas.

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