Prejuízo nos Correios !


A notícia ruim é de que os Correios ou a Empresa Brasileira de Correios está apresentando prejuízos milionários ou bilionários, sendo R$ 600 milhões em 2023, R$ 2,6 bilhões em 2023 e R$ 4,4 bilhões, apenas no primeiro semestre deste ano, projetando prejuízo de ao menos R$ 9 bilhões, neste ano.  Claro, o prejuízo será coberto pelos contribuintes, como sempre acontece.


            Os erros são notadas, à vista de qualquer cidadão, pela queda de receitas e as despesas em alta, incluindo com as do pessoal.    Os números apurados em junho deste ano, são de que a estatal possui no seu quadro 80,3 mil funcionários contados em junho, número só inferior aos estatais Banco do Brasil (88,6 mil) e Caixa Econômica (83,3 mil).   Ao que parece os Correios tem servido como "cabide de empregos" para os apoiadores de "políticos de plantões".


       A constatação feita pelos analistas econômicos  é de que o problema não é "conjuntural", mas "estrutural", o fato da estatal perder as condições de competir com os gigantes do setor privado que investem pesados em tecnologia e logística, escolhendo o seu público em praças que dão "rentabilidade", deixando as pequenas cidades do interior do País para a estatal Correios, que se obriga a atender a maioria das cidades do interior com difícil acesso e logística custosa, onde as empresas de logística privadas nem tem interesse de atender ou atendem via Correios.


              Como vocês sabem, o Brasil com dimensão continental e população vivendo não só nas grandes cidades, mas, sobretudo, nos locais perdidos nas florestas tropicais ou nos sertões do nordeste, onde os custos de entrega fogem a uma qualquer "equação matemática".    Enquanto as grandes empresas de entregas, escolhem as praças que atendem, numa equação matemática, que resulte em números positivos, os Correios, além da estrutura obsoleta, são "obrigados" a atender.   Além de abrigar no seu quadro de funcionários, os "apadrinhados" de políticos de plantões.


          Esta discussão de prejuízo dos Correios, eu acompanho há muitos anos.   Entra o novo Governo, sai o velho, o problema se agrava a cada  "Governos de plantões".    Os governos  deveriam considerar os "Serviços de Correios" como serviço público federal, tal qual sistema de "ensino" ou de "saúde pública".    Há que tentar levar o sistema administrativo e operacional nos moldes daquele do sistema privado, que afinal conseguem resolver problemas logísticos com relativa facilidade e ... dando lucros fabulosos.     


              Correios faz parte de uma teia de empresas gigantes, com clientela espalhado ao redor do mundo, tal qual atendem os serviços essenciais como saúde pública e transporte público de passageiros.  Viabilizar os serviços de Correios, economicamente rentável é uma tarefa para poucos.    Exemplos no mundo global não faltam, pois os serviços de entrega de correspondências e volumes estão presentes em todos países do mundo.    Eu pergunto: Por quê, só no Brasil, os "serviços de entregas" são "problemas  insolúveis", sai Governo, entra Governo?     


            Ossami Sakamori

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