Lula se lança candidato à Presidência da República
Aproveitando-se da sua viagem à Indonésia, Presidente Lula, se encontrou com o presidente Trump, que estava cumprindo programação na reunião de ASEAN que se realizava na capital daquele país e numa parada estratégica do presidente americano para visita ao Japão para fortalecer os laços econômicos e comerciais com aquele país, a quarta maior economia do mundo.
Se para o presidente americano está sendo parada de "escala técnica", para o Presidente Lula é a oportunidade que faltava para "conversa bilateral" entre os dois importantes países das Américas. Desde que o presidente Trump impôs a "tarifa de importações", de produtos brasileiros em 50%, com algumas exceções, o Presidente Lula estava aguardando uma oportunidade de conversa para aliviar as tensões nas relações bilaterais, desde a imposição das "tarifas de importações" pelo presidente Trump, no início do segundo semestre.
Por outro lado, o Presidente Lula, aproveitou da visita ao país asiático para anunciar a sua "candidatura" à Presidência da República no próximo ano, utilizando-se do púlpito da reunião bilateral entre Brasil e Indonésia, deveras local inconveniente. Quem não entendeu bem, o lançamento da sua candidatura foi o presidente Prabowo Subianto, antes ministro de defesa do governo anterior daquele país. A Indonésia é um país conhecido como uma das mais "conservadoras" do mundo, que não admite comércio e uso de drogas e adota a "pena de morte" para os que desrespeitam as leis daquele país. Seja como for, o Presidente Lula teve uma breve troca de palavras com o Presidente Trump, sem entrar em detalhe das conversas, que não foram privadas, como gostaria que fosse o Presidente Lula. Digamos que a conversa foi "protocolar".
Para a população brasileira, a viagem do Presidente Lula, tem pouco significado comercial ou político. Quem esteve presente nas reuniões bilaterais foram os irmãos Batistas do grupo JBS, vendendo as proteínas animais do seus conglomerados àquele país. Para o Presidente Lula, a visibilidade da oportunidade, foi a do lançamento da sua "candidatura à Presidência da República", na sua "reeleição" para o 4º mandado, sendo a sua segunda reeleição.
Para analistas políticos o projeto de reeleição do Presidente Lula carrega riscos políticos. Lula volta a ser a "âncora" e ao mesmo tempo o "alvo" de um projeto que depende "inteiramente" da sua imagem, seja pelo lado "positivo" ou "negativo". Sem herdeiros políticos no seu partido, o PT, nem no campo da "esquerda", o Presidente Lula, faz do campo da "situação", o único nome para Presidente da República em 2026. O Presidente Lula, completando 80 anos, lança-se para um novo mandado, não deixando nenhuma alternativa para os aliados políticos, com a "máquina pública" ou "verbas públicas" nas suas mãos. Com o STF tornando "inelegível" o que seria o seu principal oponente, o ex-presidente Jair Bolsonaro, vejo muita dificuldade do campo da "direita" emplacar o seu "candidato". Porém, muitas águas ainda vão rolar, para moverem as rodas dos moinhos da "política nacional".
Ossami Sakamori

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