Brasil, um país do futuro !
Falar de "política econômica" e de "política fiscal" num país de "analfabetos funcionais" é como falar de "futebol" num ambiente de aulas de uma "pós graduação" nas melhores universidades do País. Pois, isto é a situação real de um dos maiores países do planeta, com mais de 214 milhões de pessoas que nele habitam e ostentando a posição de 10ª maior economia do mundo. Claro, estou a falar do meu país, o Brasil, infelizmente.
Quando saí de uma cidade do interior do Paraná, para continuar com os estudos na Capital do Paraná, Curitiba, foi a época do recém inaugurado capital federal, Brasília, em 1960. Bons tempos, de Curitiba, no início da década de 60, que possuía pouco mais de 300 mil habitantes. Hoje, a capital do Paraná, tem 1,750 milhão de habitantes, e cerca de 3 milhões de pessoas considerando a região metropolitana. Infelizmente, a economia do País vem deteriorando numa velocidade espantosa, como aquele "objeto espacial" estranho que está a passar próxima da órbita do planeta Marte, nos próximos dias.
É impensável que num país como o Brasil, com dimensões continentais, com clima temperado na maior parte do território, com biodiversidade que não se encontra similar no mundo, esteja passando por momentos em que não há "política econômica" que oriente o setor produtivo brasileiro para direcionar os seus investimentos e muito menos uma "política fiscal", sustentável no tempo. Para "enganar a população" ou melhor dizendo, para "se enganarem", inventam o termo que só é entendível para os próprios que administram as receitas e despesas do Governo federal, incluídos os custos do carregamento da "dívida pública" federal. Para o "espanto" e "muita tristeza", o endividamento do Tesouro Nacional se aproxima do PIB, que é soma de tudo que se produz e gasta no País. O número é "estonteante", beirando os "R$ 10 trilhões de reais", que escrito em algarismo representa: R$ 10.000.000.000.000,00. Enquanto que o salário mínimo, de uma grande massa da população representa tão somente, R$ 1.518,00 ou pouco menos de R$ 20.000,00 anuais se considerarmos 13 salários.
Infelizmente, o País é governado por um Presidente, um notório, analfabeto funcional e na área econômica por uma "professora de ensino médio" e de um advogado e militante do partido com pouco ou nenhum conhecimento dos fundamentos da "macroeconomia". Para enganar a si próprios e enganar a população, o ministro da Fazenda, inventa o termo "arcabouço fiscal" que na essência é a mesma velha "política fiscal", com alguma flexibilidade para fugir das regras da Lei da Responsabilidade Fiscal de 2000 e da Emenda 95 de 2016, ambos instrumentos que disciplinam os "gastos públicos" em nível federal. Simplesmente, o Governo Lula, jogou no lixo ambos regulamentos, sob o risco de, em querendo o Congresso Nacional, votar o "impeachment" do Presidente da República. A então, Presidente Dilma, por muito menos infração à lei, sofreu "impeachment" pelo Congresso Nacional. Hoje, a tal possibilidade é totalmente descartada por ter um Congresso Nacional totalmente "vendilhão", que aprova tudo que o Presidente da República determinar. O STF funciona como está funcionando, visando interesses pessoais dos seus membros.
Assim mesmo, vamos continuar insistindo, assim mesmo, porque o Brasil é um país do futuro, a frase que venho ouvindo há décadas.
Ossami Sakamori
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