Brasil, um país de bravatas!

 

A imagem do topo é o "Touro de Wall Street" ou Charging Bull, como é conhecido no mercado financeiro americano e em consequência no mercado de títulos e valores no Brasil, a Bovespa, como é conhecido o mercado de títulos e valores no Brasil.    Nos bons tempos, funcionava na "sala de pregões", onde os operadores faziam as compras e vendas de títulos por meio de "boletos".    Hoje em dia, acabou o "charme" das Bolsas de Valores, substituídos que foram pelas telas nos computadores ao redor do mundo.    As principais Bolsas de Valores, continuam sendo a do Tóquio, Shanghai, Singapura, Frankfurt, Paris, Londres e Nova York.    Os commodities são negociados sobretudo pela Bolsa de Mercadorias de Chicago, referência para os agropecuaristas brasileiros.  

              Feita a apresentação sintética, a Bolsa de Valores e o mercado de títulos do Tesouro continuam sendo o "parâmetro" para medir o "humor" dos investidores brasileiros e estrangeiros no País.    Dentre os investidores, estrangeiros e nacionais, o parâmetro para os seus investimentos, acaba sendo os "títulos do Tesouro Nacional" e principais ações das empresas nacionais como a Petrobras e Eletrobrás, entre outras.

             O "sintoma" mais grave está representado pela taxa de juros Selic que o Banco Central é "obrigado" a pagar, 15% ao ano, para "tentar manter" a inflação dentro da meta, estabelecida por ele próprio, em 3% ao ano, com limite de 1,5% para mais ou para menos.    A inflação está variando pouco acima do teto da meta, ao entorno de 5% ao ano, sendo o teto da meta, 4,5%.   A principal causa da taxa de juros Selic é o tamanho da dívida pública, hoje, batendo ao redor de R$ 10 trilhões, próximo do PIB - Produto Interno Bruto do País.  

             A crise da dívida pública não é privilégio do Brasil.   O mundo todo, anda com o endividamento público, muito acima das suas capacidades de solvência ou de pagamento.   A diferença entre o Brasil e os países do Primeiro Mundo é o prazo médio dos títulos que compõe a carteira.   Os países do primeiro mundo trabalham com os títulos com vencimentos entre 10 a 20 anos, enquanto o Tesouro Nacional vai "rolando" as suas dívidas vincendos no curto prazo, entre 1 a 3 anos.    E... pagamos "juros de agiotas" !

            O agravante do caso brasileiro é que o Presidente da República é um analfabeto funcional, a ministra do Planejamento é uma professora do ensino médio e o ministro da Fazenda é um advogado e político com pouco conhecimento de "economia" e de "macroeconomia", comparado com equipe econômica dos países do Primeiro Mundo.     O Brasil paga caro pelos tratamentos que são dados à "política econômica"  e  à "política fiscal" ou ausência delas e o resultado é o crescente endividamento público federal ao nível de PIB do País, longe de estar perto dos índices do G7.   Há que fazer muito dever de casa para o Brasil ocupar o grupo de países mais ricos do planeta.    Não adianta, o Presidente Lula "esbravejar"... Há que fazer o dever de casa... urgente!!!

           Ossami Sakamori         

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