Brasil quase parando ...
Vejo no noticiário da grande imprensa brasileira de que a atividade econômica do País está em "queda acentuada", visível neste último trimestre do ano, o que é uma "anomalia", uma vez que, com a proximidade do final do ano, a atividade econômica deveria estar em "alta".
Analisando esta situação "atípica" sob ponto de vista da "macroeconomia", conclui-se que alguns fatores vem contribuindo para este "arrefecimento" da economia neste período do ano. Entre estes fatores, os principais são: a) a falta de uma "política econômica" que oriente o setor produtivo brasileiro a investir na produção e b) a falta de uma "política fiscal" que mostre o "equilíbrio" de contas do Governo federal, que tem levado ao "resultado primário" aos sucessivos "déficits primários".
A falta de uma "política econômica" deixa os investidores produtivos nacionais e internacionais postergarem os investimentos nas suas indústrias, nos setores agropecuários e nos setores de serviço e de comércio. Nenhum empresário do setor produtivo investe os seus recursos nas atividades de riscos, uma vez que o próprio Tesouro Nacional remunera o dinheiro aplicado ao menos nos mesmos níveis da taxa Selic de 15% ao ano. O Banco Central a quem cabe administrar a "política monetária", com objetivo de manter inflação sob controle, dentro da meta de 3%, num intervalo de 1,5% a 4,5%. Hoje, a inflação está acima do teto da meta, ao redor de 5%.
Ainda sobre o setor produtivo brasileiro, as empresas brasileiras ressentem o impacto da "tarifa de importação" dos Estados Unidos em 50% com algumas exceções. Até por segurança nos investimentos, o setor produtivo "colocou" freio nas suas atividades, diminuindo as contratações de empregados, exatamente neste último trimestre do ano, onde procede as festas do final do ano e férias escolares, que "em tese" seria "época quente" para o comércio em geral. O que se constata é um clima totalmente diverso, deixando os consumidores "cabisbaixos", como que pressentindo um período de dificuldades no futuro.
Por outro lado, o Governo federal, "gasta mais do que arrecada", apesar de carga tributária do Primeiro mundo e oferecendo serviços públicos de Terceiro mundo. O resultado é o que se vê nas ruas, vazias, exatamente no período que deveria ser de "aquecimento" no consumo. Os empresários, na falta de uma "política econômica" preferem deixar os seus investimentos em títulos do Tesouro Nacional e a população de renda média, que gerariam consumo no comércio e serviços, se retraem, com o medo de um futuro incerto. O Presidente Lula, ao estender os benefícios sociais, acaba criando os "dependentes" permanentes do Estado, do que "participantes" do setor produtivo brasileiro, seja em forma de "empregados" ou "empregadores". O resultado está aos olhos vistos, comércio de ruas vazias, num período que seria de alto consumo.
A continuar a atual "política econômica" ou a ausência dela, dificilmente, o Brasil alcançará a posição de 8ª economia do mundo, muito menos de participar do grupo G7, as sete maiores economia do mundo global. O Brasil tem ainda muitos deveres de casa para fazer !
Ossami Sakamori

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