Brasil é país do futuro ...
O que vocês vão ler, hoje, nesta página de comentários, parecerão contraditórios, mas não são. Do ponto de vista da "política econômica" e da "política fiscal" o País caminha "ladeira abaixo", a mesma situação de um veículo desgovernado na estrada de chão, na descida íngreme, com "possibilidade" de um desastre impensável. Isto é o "quadro atual" do Brasil sob ponto de vista "macroeconômico", visto pelos olhos de investidores nacionais e internacionais. A própria população sente um "ar pesado" como véspera de um temporal.
A situação atual da economia brasileira é "insustentável". Os fatores principais, que o Governo do Presidente Lula enfrenta no quadro geral da "macroeconomia" é a sua própria sucessão. O quadro atual é o persistente "déficit primário", que tendem a se agravar com a proximidade das eleições, onde o próprio Presidente Lula é candidato à reeleição, afirmado por ele próprio.
Nesse período de quase três anos, a equipe econômica do Presidente Lula, composta pela Simone Tebet, uma professora de ensino médio, sem nenhuma noção sobre a "macroeconomia" e pelo Fernando Haddad na Fazenda, com seu "arcabouço fiscal", uma denominação que não se encontra no dicionário da macroeconomia. Para não confundir Vocês, imagino que ele quis se referir à "política fiscal", um termo aceito pelo mundo global. Os comentaristas econômicos acham que é uma coisa nova, infelizmente.
As últimas notícias dão conta de que os "gastos primários", provenientes da manutenção da estrutura do Governo e dos gastos sociais que compõe diversos tipos de "auxílios" para população de baixa renda, "estão sem controle". Desta forma, os "gastos primários" do Governo federal deverão apresentar um "déficit primário" gigantesco, segundo previsão da própria equipe econômica, pelo terceiro ano consecutivo. E, os gastos primários para o "ano de eleições" tem previsão de "sair do controle". Este filme já vimos inúmeras vezes.
Diante do quadro, os investidores institucionais e as próprias empresas brasileiras, estão desacelerando os investimentos no setor produtivo, aplicando os recursos nos títulos do Tesouro Nacional, que está pagando rendimento de 9% a 10% ao ano. Nesta situação, os empresários deixam de aplicar os recursos em expansão das suas atividades, diminuindo a oferta de empregos. As únicas atividades que ainda mantém "em alta" são os setores ligados às exportações. Como maior parte das atividades econômicas do País, visam o "mercado interno", neste momento, em situação de "baixa".
O quadro geral da economia do País é de "estagnação", sustentado somente pelas atividades que visam o "mercado externo". Diante da conjuntura, aplicar em atividades produtivas terá que levar em conta o "alto risco". As pessoas comuns, como este que escreve, a melhor opção é aplicar em títulos do Governo, auferindo rendimento acima da inflação ou aplicar em títulos atrelados ao dólar americano, US$. Tenho preferido aplicar em títulos indexados ao dólar ou ações de empresas exportadoras.
Ainda assim, penso que o Brasil é país do futuro, independente dos governos e desgovernos de plantões. É uma pena que a população fique à espera de um "futuro melhor".
Ossami Sakamori
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