Os déficits gêmeos do Brasil
Após dois anos e oito meses de gastos públicos, insustentáveis, do Governo Lula, a economia do País está "desiquilibrada" sob ponto de vista macroeconômico, criando uma situação que os economistas denominam de "déficits gêmeos", quando um país apresenta, simultaneamente, o "déficit nominal" e "déficit em conta corrente". O primeiro é o "dinheiro que falta" para pagar as contas do Governo, incluído os serviços da dívida pública e o segundo se refere ao saldo do "balança de pagamentos", onde inclui o pagamento e recebimento de juros, serviços e royalties.
Embora o Brasil tenha "Reserva cambial" robusta, cerca de US$ 346 bilhões, dados de abril deste ano, a situação do "déficit gêmeo" é um "sinal de alerta" para os gestores públicos. Um dos principais motivos para a ocorrência neste momento é o fato da economia ter ficado "desiquilibrada e aquecida demais", após dois anos e meio de "gastos públicos" insustentáveis do Governo Lula.
O Banco Central do Brasil, que é o guardião da moeda brasileira, tem aumentado fortemente a taxa Selic, hoje em 15% aa, a fim de conter a inflação provocada pelos gastos públicos excessivos, acima da sua capacidade de pagamento, provocando os sucessivos "déficits primários", que são os dinheiros que faltam para cobrir os gastos primários, após o recebimento de "impostos e contribuições".
Já o "déficit em conta corrente" é o resultado da entrada e saída de dólares, considerando pagamentos líquidos de importações e exportações, em alta numa "economia aquecida" e da conta corrente de bens e serviços, incluído juros, amortizações, fretes e royalties. Embora, aparentemente, o "déficit nominal" não tenha impacto imediato, ele é a causa principal do aumento da dívida pública, que tem crescido "acentuadamente" no Governo Lula.
A situação do Brasil se assemelha a de uma pessoa ou uma empresa, que "não se importa" com as despesas "desconectadas" das receitas, para manter a "imagem" de uma empresa pujante. Porém, o resultado, no caso de iniciativa privada, é ver a empresa de "sucesso", de repente, pedir a "recuperação judicial" ou a própria "autofalência", como vimos acontecer no Brasil de norte ao sul.
Dentro do conceito "macroeconômico" é importante observar e acompanhar de perto a situação do Brasil é como se encontra, caminhando sobre o "fio da navalha", numa situação de "risco permanente". Presidente Lula coloca o País numa situação de "déficits gêmeos" ou gêmeos de riscos. Qualquer "deslize", a situação de "bonança" do País, pode se tornar numa situação de "dificuldade", conforme o "olhar" dos investidores institucionais globais.
Avisado está, a situação dos "déficits gêmeos" do Brasil.
Ossami Sakamori
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