Lula na Assembleia Geral da ONU
Hoje é dia da abertura da Assembleia Geral da ONU, que oficialmente foi criado em 1954, após o término da II Guerra Mundial em 1945. A ONU como organização das Nações do planeta veio substituir a Liga das Nações, criado em 1916. Felizmente, a ONU é o ponto de convergência, é para ser, entre as diversas tendências ideológicas e políticas.
Cumprindo a tradição de 70 anos, o discurso de abertura será feito pelo Presidente Lula, na cerimônia de abertura da Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira, em Nova York. A tradição do discurso de abertura ser feito pelo representante brasileiro, apenas, segue a tradição do discurso decisivo na criação das Nações Unidas, há 70 anos, feito pelo ministro de Relações Exteriores do Brasil, o diplomata Oswaldo Aranha.
Completando a informação sobre a Sede da ONU, que está localizada em Nova York, no setor leste de Manhattan, ela foi construída entre 1949 e 1952. A sede teve o projeto final baseado nas propostas do arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer e Le Corbusier, os mesmos autores do Plano Piloto da capital federal, Brasília.
O Presidente Lula já afirmou que fará discurso de abertura da Assembleia Geral exaltando a necessidade de reconhecimento do Estado Palestino, onde países importantes como Reino Unido e França já manifestaram à favor do Estado Palestino, em confrontação ao Estado de Israel, motivo de conflito armado na Faixa de Gaza e conflitos permanentes na Região Ocupada pelos palestinos. No meio dos conflitos entre Israel e Palestinos, que é um tema "explosivo", marcando a posição brasileira "pró países islâmicos", que é o que defende o Presidente Lula, agravando tensões desnecessárias entre Estados Unidos e Brasil, como a "guerra tarifária".
A posição política "pró-palestinos" é uma posição pessoal do Presidente Lula, contrariando a tradição política brasileira de "neutralidade política", que fez com que o discurso pioneiro da abertura da Assembleia da ONU, coubesse ao chanceler brasileiro Oswaldo Aranha em 1954. Infelizmente, o Presidente Lula vai quebrar a tradição vendendo a imagem do Brasil com a posição do Estado brasileiro, como "pró-islâmicos", ignorando demais crenças religiosas do povo brasileiro e contrariando a ideia central que são as "Nações Unidas".
Gostaria de "resgatar" o Brasil das diversas crenças religiosas, voltando aos primórdios da independência do País, uma Nação com liberdade de "pensamentos" e de "crenças religiosas", tal qual é povo brasileiro. Contrapondo ao Presidente Lula, para este que escreve, tanto o povo israelita como o povo palestino serão sempre bem vindos na nossa "Terra de Santa Cruz".
Ossami Sakamori

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