Inflação de agosto 5,13%
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, divulgou a inflação oficial do País, que resultou em "deflação" de 0,11% em agosto. É a primeira queda de preços verificada neste ano, ao de 2025 e é também a primeira "deflação" desde agosto do ano passado, quando a inflação recuou em 0,02%, um número praticamente estável.
Ainda, segundo o IBGE, o número veio aquém das expectativas do mercado, que projetava um recuo de 0,16%. No acumulado do ano, a inflação oficial, como se tivesse inflação não oficial, alcançou 3,15%, faltando ainda 4 meses para terminar o ano. Já a inflação dos últimos 12 meses, ficou em 5,13%, acima do "teto da meta" do Banco Central do Brasil. Enfim, para leigo entender, o que realmente vale para melhor compreensão do leigo é a inflação acumulada dos últimos 12 meses.
O Governo distorce os fatos para vender o "seu peixe", de que a inflação está sob controle. Para quem entende o mínimo de macroeconomia, a inflação está muito acima da meta de 3% ao ano, mesmo considerando a margem de 1,5% para cima ou para baixo. Segundo o Banco Central, que executa a "política monetária", a inflação deveria estar dentro do intervalo entre 1,5% a 4,5%, portanto, o número apresentado, embora possa parecer um "bom resultado", está muito acima do "teto da inflação" admitido pelo próprio Banco Central, apesar da taxa Selic muito acima da inflação, de 14% ao ano.
A causa principal causa de inflação estar ligeiramente acima do teto previsto pelo Banco Central de 5,13% ao ano, ao meu ver, são os "gastos do Governo federal" acima da sua capacidade de arrecadação, provocando o pernicioso "déficit primário", que, na prática aumenta cada vez mais o volume da dívida pública federal, hoje, estimado em R$ 7,6 trilhões no mês de junho, podendo chegar no final do ano, entre R$ 8,1 trilhões a R$ 8,5 trilhões, enquanto o PIB no final do ano deve alcançar ao redor de R$ 13 trilhões. Na prática, a dívida do Tesouro Nacional é impagável. Esta incerteza na capacidade do Governo federal da "solvência" da dívida pública federal, é que o Banco Central se obriga a pagar taxa Selic, 14% ao ano, muito acima da inflação presente de, 5,13%.
A situação, onde o Tesouro Nacional é "obrigado" a pagar taxa de juros muito acima da inflação, é a mesma situação de uma Pessoa Física, endividado em "cartão de crédito" cujo "saldo devedor" aumenta a cada mês que passa. Podemos afirmar que o Brasil está na porta da "insolvência", necessitando pagar juros do título do Tesouro Nacional altíssimo para atrair capital especulativo nacional e internacional.
Enquanto isso, o Presidente Lula, em plena campanha para a sua reeleição, vai fazendo "despesas extraordinárias", na área social, distribuindo até gás de cozinha "de graça" para a população que, supostamente, são seus eleitores.
Ossami Sakamori

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