Brasil, um país sem rumo

 

Segundo Banco Central do Brasil, a perspectiva para o País para o próximo ano, 2026, não são nada animadora.  Segundo o órgão que regula a "política monetária" do País, o PIB - Produto Interno Bruto, que engloba todas atividades econômicas do País, incluído as do Governo federal e dos governos estaduais e municipais, que ocupam mais de 1/3 da economia do País, deve ser de 1,5% no próximo ano.

            Ainda, segundo o Banco Central, a alta do PIB deve ser de 1,5% no próximo ano, 2026, o que configuraria o "pior resultado" nos últimos 6 anos.   Há diversas razões para uma perspectiva pífia.  Uma das razões apontadas pelos técnicos do Banco Central estão as tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos e o "esfriamento" da economia neste terceiro trimestre do corrente ano.


            Na minha opinião, o "esfriamento" da economia deve-se sobretudo pela falta de uma "política econômica" do Governo, que deveria orientar o setor produtivo brasileiro, somado à falta de uma "política fiscal" mais austera, que está levando o Governo federal à uma sequência de "déficit primário", que é o dinheiro que falta para pagar as contas do Governo federal, antes do pagamento dos juros da dívida pública.    


        Se englobar os serviços da dívida pública, a cada dia que passa fica difícil obter o "superávit primário" para ao menos "estancar" o endividamento público federal, à essa altura se aproximando de R$ 8 trilhões, para o PIB aproximando de R$ 12 trilhões.   Isto é o resultado claro da ausência de uma "política econômica" que oriente o setor produtivo ao desenvolvimento sustentável e a uma falta de "política fiscal" rigorosa que leve ao menos ao equilíbrio fiscal ou ao "superávit primário".   O atual Governo, não está conseguindo pagar as suas despesas, exceto os juros da dívida, muito menos amortização dela.  


              É bom lembrar que quem estabelece a "política fiscal" é o Governo federal expandindo ou cortando os seus gastos.  Ao Banco Central cabe apenas monitorar a "política monetária" para tentar administrar a "inflação", estabelecendo a meta para ela, hoje em 3% com margem de 1,5% para cima ou para baixo.    A inflação corrente está ao redor de 5,5%, acima do "teto da meta" que seria de 4,5%, causado sobretudo pelos gastos públicos acima das metas.    


         Ao meu ver, a equipe econômica "não está nem um pouco preocupado" com o resultado da inflação e muito menos do endividamento público cada vez mais "impagável".  Difícil acreditar que uma professora de ensino médio e um advogado que mal conhece os princípios da "macroeconomia", leve o País ao crescimento sustentável do País, trazendo "emprego" e "renda" para maioria da população brasileira.


         Brasil expõe ao mundo global que é governado por um Presidente analfabeto funcional e uma equipe econômica que desconhece as melhores práticas da teoria macroeconômica, indispensável para uma administração pública "séria" e "responsável".      

           Ossami Sakamori  

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