Brasil, um país do Terceiro Mundo


Hoje, inicia o julgamento do presidente Bolsonaro, graduado como capitão do Exército brasileiro, que deixou a farda para entrar na política como deputado federal pelo Estado de Rio de Janeiro e posteriormente, eleito como 38º Presidente da República, pelo voto direto e universal em 2018, após sofrer atentado à sua vida na cidade de Juiz de Fora, no Estado de Minas Gerais.    Concorreu à reeleição em 2022, sendo derrotado com margem pequena pelo atual Presidente Lula.   E, hoje, dia 2 de setembro de 2025, inicia o julgamento do ex-presidente como o principal ator de uma tentativa de "golpe de Estado" no dia 8 de janeiro de 2023.  

          Para quem viu tanques do Exército nas ruas, com intervenção no Congresso Nacional, com a criação de dois partidos, pelo comando do Exército brasileiro, a ARENA e o PMDB, como opção partidária e sob comando do general Castelo Branco e sucedido pelo general Costa e Silva na Presidência da República.  E, até a reabertura democrática comandada pelo então senador Tancredo Neves e pelo deputado Ulysses Guimarães, o País viveu "os anos do chumbo", como costumavam denominar o "período da ditadura militar" no País.    

            O julgamento do presidente Bolsonaro como o "pivô" de uma "suposta" tentativa de "Golpe de Estado", supostamente, combinado entre os seus subalternos, via rede de comunicação social WhatsApp, baseado numa "minuta" de golpe, que a mim, parece ser um conto mostrado em "teatro de marionetes", onde os "bonecos" são manipulados para divertir o seu público, as crianças inocentes.   No caso presente, para satisfazer os políticos de ideologia esquerda ou de direita, que apostam no resultado, seja ele como "culpado" ou "inocente" para utilizar o julgamento como motivo central da campanha presidencial do ano vindouro.  

                Do episódio, podemos concluir que as pessoas envolvidas na manifestação de 8 de janeiro de 2023, centenas de pessoas presas na Papuda ou na Colmeia,  muitas dessas, mães de família e até "pipoqueiro" que se encontrava no acampamento em frente ao Quartel General, na minha opinião, estão servindo como "massa de manobra" para o julgamento do ex-Presidente no Supremo Tribunal Federal.  

               Para quem assistiu os acontecimento do Golpe de Estado em 1964, isto mais parece ser uma "manobra política" para impedir a suposta candidatura do presidente Bolsonaro nas próximas eleições, em 2027, criando espaço para novas postulações da "direita" para enfrentar a reeleição do Presidente Lula.

            Uma coisa é "cristalina", o objetivo, pelo menos por parte dos ministros do STF é "condená-lo" para impedir a nova postulação do político e militar, capitão Jair Bolsonaro nas próximas eleições.   Tudo isto, cheira o "podridão" das mais altas cortes políticas e judiciárias do País.   Isto, também, reforça a ideia de que o Brasil é um país do "Terceiro Mundo", cada vez mais distante de ser um país do "Primeiro Mundo".     

             Ossami Sakamori

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