Brasil paga juro de agiota !

 

O COPOM - Comitê de Política Monetária do Banco Central, cravou a taxa básica de juros Selic em 15%, sem viés de alta ou de baixa.   A taxa básica de juros dos títulos do Tesouro Nacional deve terminar o ano mantendo a mesma taxa de juros, apesar de inflação corrente estar variando próximo de 5%, porém, acima do teto da meta do Banco Central que é de 3%, com limite de 4,5% para cima ou 1,5% para baixo.    Para os técnicos do Banco Central, a inflação no País está acima do "teto da inflação", que é uma sinalização muito preocupante.    Esta observação não é feito pelos analistas do mercado financeiro, mais preocupado com os "juros reais" praticado pelo Banco Central para os investidores especulativos nacionais e internacionais.   


              Para melhor compreensão da "taxa básica de juros Selic", o Brasil se encontra no topo da lista dos países, de juros do títulos dos governos, a segunda mais alta do mundo, junto com a Turquia, com "juros reais" de 12,34%, enquanto o Brasil, neste momento, se encontra na segunda posição, com taxa de "juros reais" de 9,51%.   A nossa vizinha, a Argentina, os juros reais se encontra no patamar de 2,29%, ligeiramente superior à taxa básica de juros dos Estados Unidos.     

   

              A melhor referência da taxa básica de juros está nos títulos do Tesouro americano está no intervalo de 4% a 4,25% ao ano para uma inflação corrente de 2,9% ao ano, resultando nos juros reais entre 1,1% a 1,35% ao ano, muito aquém dentre maiores economias do mundo.    Convém lembrar que a taxa básica de juros Selic é apenas referência para a "política monetária" de cada país.   


            A taxa de juros reais no patamar de 9,51% é extremamente preocupante à medida que ela incide sobre a maior parte dos títulos da dívida do Tesouro Nacional, no patamar de R$ 7,6 trilhões, correspondente a cerca de 65% do PIB do País.   O PIB engloba toda riqueza do País, englobando a produção da iniciativa privada somado aos gastos públicos.  


               O fato concreto é que a dívida pública do País é "impagável".   É por isso que o mercado financeiro "exige" taxa básica de juros Selic, um ganho real expressivo.   O Governo do Brasil, através do Tesouro Nacional, paga o "juro de agiota", tal qual juro do saldo devedor do cartão de crédito e ainda assim continua gastando mais do que pode. 


            Dentro deste quadro, continue comprando o dólar americano, nas casas de câmbio ou em instituições financeiras oficiais.


               Ossami Sakamori

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