Presidente Lula e seu viés político


Pode parecer ousadia minha, opinar sobre o futuro do Brasil, mas o farei, com convicção, com meus 81 anos bem vividos.   Frequentei a Escola de Engenharia da Universidade do Paraná, com o início, casualmente, na "ditadura militar de 1964", exatamente, no mês de março daquele ano.     De lá para cá, pouca coisa mudou nos costumes dos políticos brasileiros, cujos protagonistas sempre foram considerados como os "sanguessugas" do povo brasileiro,  com algumas honrosas exceções.   Para não fazer injustiças, os políticos de "todos matizes ideológicos", de esquerda à direita, quase sempre fizeram jus à denominação pejorativa, com raras exceções. 

          

           Coube ao general Ernesto Geisel a tarefa de "abertura democrática no País", com a nomeação do general Figueiredo para a transição, que, gostava mais do "cheiro do cavalo" do que o "cheiro do povo".   A primeira eleição do presidente do "regime democrático" foi, ainda, de forma indireta, eleito pelo Congresso Nacional, elegendo o então, senador Tancredo Neves, que veio a falecer ainda no hospital.   Foi em 1988 que foi promulgada a Nova Constituição da República, denominada de Constituição Cidadã.   De lá para cá, os leitores devem se lembrar da sucessão de presidentes de "ocasiões", eleitos de forma direta ou indireta.


           No momento, sem desmerecer as qualidades pessoais, o atual Presidente da República é o Lula da Silva, que foi operário da fábrica de São Bernardo do Campo e foi também, um "militante sindicalista", apoiado pela alta cúpula da Igreja Católica da capital paulista e pela FIESP - Federação das Indústrias de São Paulo, da época.    O movimento de "ascensão" de um sindicalista foi iniciado na Polônia com a eleição do outro sindicalista, o Lech Walesa, um operário de um estaleiro.  


            O Brasil do presidente Lula, já no tempo de abertura democrática, que faz questão de se associar aos líderes globais, de ideologia sabidamente autoritária, no campo da "esquerda", como a China e o Irã, fugindo da tradição do Brasil de estar inserido no "espectro democrático", distanciando-se cada vez mais dos países como os da Europa Ocidental ou do próprio Estados Unidos, o berço da democracia, a mais longeva do planeta, que vigora desde 1.893 com a eleição do seu primeiro presidente, o George Washington (1789/1797). 


           Enquanto no Brasil, ocorreu a abertura do "processo democrático", com a eleição indireta do Presidente Tancredo Neves, sucedido pelo Presidente José Sarney, com o falecimento prematuro do Presidente Tancredo, ainda no leito do hospital, antes mesmo da sua posse na Câmara dos Deputados.   Quem viabilizou a "abertura democrática" foi o deputado federal Ulysses Guimarães, MDB, 76 anos, que veio ao óbito num acidente aéreo, pouco explicado, no litoral paulista. 


            Para o bem do povo brasileiro, vamos torcer que o Presidente Lula, adote o "viés democrático" dos Estados Unidos, ao invés do  "viés autoritário" da China do Xi Jinping ou do líder supremo Ayatollah Khamenei do Irã.   Há quem pense que a "democracia" se conquista com o afastamento dos Estados Unidos e aproximação aos regimes da China ou do Irã.  Respeito o pensamento de cada um, embora totalmente divergente da minha posição ideológica.  


                Ossami Sakamori


            Ossami Sakamori          

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