Trump impõe tarifa de 50% ao Brasil
O Presidente Lula respondeu na noite dessa quarta-feira, dia 9, ao anúncio do presidente americano Donald Trump de elevar a tarifa de importação para 50% sobre todos os produtos brasileiros importados. Afirma o Presidente Lula que "qualquer medida de elevação de tarifas" de forma unilateral será respondida à luz da Lei brasileira de "Reciprocidade Econômica". Nada mais "protocolar" do que medidas práticas para proteger as empresas brasileiras que exportam para aquele País, porém, o aumento de tarifas aos produtos americanos no País, inviabilizaria muitas indústrias brasileiras, carentes de "produtos e tecnologia americana".
Quem vai "pagar o pato" são as empresas produtivas brasileiras que exportam os seus produtos àquele país, a maior economia do planeta, que responde por cerca de 27% do PIB mundial. A imposição da tarifa de 50% ao Brasil, a mais alta dentre as novas tarifas, tem motivação política, mais do que motivação econômica. O anúncio acontece, após a declaração pública do Presidente Lula, ocupando o púlpito da Assembleia do BRICS ampliado, entre os quais, de substituir a ONU pelo BRICS e criação de moeda de transações entre os membros do Bloco.
O que mais me chamou atenção, na oportunidade, no encerramento da reunião do BRICS, é o posicionamento pessoal do Presidente Lula, representando o Brasil, sobre a criação de uma "moeda alternativa" ao "dólar americano", em vigor desde consenso de Bretton Woods, em 1947. De sobra, criticou a postura do governo americano, em "onerar" as suas importações com prejuízo visível para todos os países do BRICS. No plano de ideias é uma alternativa viável, com muito debate entre os países envolvidos. Hoje, já existe a moeda "Euro", em circulação no âmbito da União Europeia.
O debate sobre a "moeda alternativa" no âmbito do BRICS e fora dele, carece de um amplo debate entre os membros envolvidos e sobretudo, os Estados Unidos, que são os "donos da moeda Dólar americano". Assim está decidido desde 1947, sobre o uso da moeda americana, o dólar, US$, como referência de trocas internacionais. Para este debate unilateral, no âmbito do BRICS, sem o concurso e responsabilidade do Presidente americano, Donald Trump, pouco resultado prático pode esperar.
A imposição da tarifa de importação aos produtos brasileiros, a vigorar à partir do mês de agosto, está dentro deste contexto, claramente, o Presidente Lula, contestando a hegemonia americana no comércio e no mundo financeiro global. Em tese, a ideia pode ser boa, porém, nem mesmo os chineses, a segunda economia do Mundo global, ousou impor a sua moeda, o Yuan, como moeda de troca global.
Carece ao nosso Presidente Lula, conhecimento e estatura política global para impor uma "Nova Ordem Econômica Global". Falta ao Presidente Lula, que, nem sequer consegue equilibrar as contas públicas do seu País, com "déficit primário", necessitando "emitir moeda", virtualmente, para cobrir as despesas primárias do Governo federal, comandado por ele próprio. Enfim, o Presidente Lula não tem "estatura" para criticar a postura do Presidente da maior economia do mundo global. Deveria, sim, estar ocupado em fechar as contas do Governo federal, sem o "déficit primário".
PS: Presidente Lula apoia Irã em desfavor do Israel e apoia Hamas em desfavor do Israel, na contra mão do mundo ocidental.
Ossami Sakamori

Contra cheque iperon
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