Brasil é dos brasileiros. Será ?


A guerra tarifária do presidente americano Donald Trump caiu como luva nas mãos do Presidente Lula.   Ele vai se colocar na posição de "vítima" do presidente americano do que "defender" os interesses dos exportadores brasileiros, de commodities aos produtos manufaturados.   Essa "toada" de "vítima" do "vilão americano", ao contrário do que se possa imaginar, "pega" muito bem perante o seu "curral eleitoreiro", constituídos, sobretudo, de menor e maior escolaridade. 


          Pelo lado dos americanos, as medidas tomadas pelo presidente Trump, na sequência de medidas drásticas como corte de funcionários públicos, que prometiam ser desastrosas para a população americana, não está sendo.   O objetivo do presidente americano, tem pouco a ver com "eventuais retaliações" do que a tentativa do presidente Trump em tentar "zerar" o pernicioso "déficit primário" do seu país, criado pelo seu antecessor, o presidente Biden, do partido Democrata.   


            Pelo lado dos exportadores brasileiros, não tem outra saída senão "negociar" a tarifa de importação, inicialmente previsto para ser 50% aos produtos oriundos do Brasil, caso a caso.   Os demais países, já negociaram as tarifas, com viagem dos seus líderes à Casa Branca.  Os chineses conseguiram tarifas de 30% e 20% sobre a tarifa anunciada de 150% e a Índia negociou a tarifa de importação de 20% para seus produtos, após a visita do Primeiro ministro à Casa Branca.   Donald Trump, presidente americano tem mostrado "flexível" nas negociações.   Tão flexível é a posição do presidente americano que o presidente argentino conseguiu negociar tarifas de importações para os produtos argentinos entre 0% a 10%.   Diante do contexto, o Presidente Lula, tem mostrado inflexível na sua posição de "confronto" com o presidente Trump, se comunicando através de redes sociais", diplomaticamente, de baixo nível.  


          Por outro lado, os exportadores brasileiros de manufaturados e dos produtos primários, não encontram no Governo federal como seu aliado, encurralados que estão no meio do "jogo político" do Presidente Lula, visivelmente ligado, ao lado dos iranianos e de forças políticas de esquerda nas confrontações políticas, saindo da tradicional postura ao lado dos países democráticos.      O presidente Lula, está coerente com a sua posição política, porém, ao contrário dos interesses do setor produtivo brasileiro.   No contexto, os exportadores brasileiros, não vão encontrar apoio do Presidente Lula contra a tarifa de importação prevista, à vigorar a partir do próximo dia 1º de agosto.   Receio que os exportadores brasileiros vão "pagar o pato" pela posição política do seu Presidente da República, Lula da Silva.   


            Quem sabe, a sua posição de "Brasil é dos brasileiros", consiga adesão do setor produtivo brasileiro, numa clara contraposição ao "America great again".   Em resumo: O setor exportador brasileiro, resta tão somente, aceitar a posição do governo americano, porque do Governo Lula não pode esperar qualquer iniciativa para "negociar" a tarifa de importação de 50%, por falta absoluta de iniciativa do Governo brasileiro em "negociar" a tarifa de importação.   Em nada resolve a situação se o Governo brasileiro estabelecer "tarifas de importações" aos produtos americanos, que só viria encarecer os produtos americanos no País.


             Ossami Sakamori

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