A briga tarifária Brasil x EUA

 


Diante da anunciada taxação de 50% sobre tarifas de importação dos produtos brasileiros, após a crítica da "hegemonia" americana no comércio mundial, externada pelo Presidente Lula, do púlpito da assembleia do BRICS, realizado no Rio de Janeiro, com clara demonstração de crítica ao domínio americano no mercado financeiro e comercial global, com o "dólar americano", o US$, que tem servido como "moeda de referência" para trocas comerciais e financeiras desde a reunião realizada em Bretton Woods, em 1947.   


        A "bravata" do Presidente Lula não encontra respaldo mesmo entre as maiores potências do  mundo, como a China, com segundo PIB mundial, longe do PIB brasileiro, conforme demonstrado no gráfico acima.   A bravata do Presidente Lula, mais serve para o seu público interno, o seu "curral eleitoreiro", do que ao "setor produtivo" brasileiro.   Só mesmo, quem não entende da posição americana, que uma minoria "acha" a posição do presidente Trump um absurdo.   Lembrando que a posição do presidente americano é uma posição de "início de uma conversa", como aconteceu com  a tarifa sobre os produtos chineses, que de 150% da pretensão inicial, que acabou terminando em 30% x 20%, após intensas negociações entre as partes. 


           Para o setor produtivo brasileiro, segundo Amcham Brasil, entidade que reúne empresas brasileiras e americanas, as exportações brasileiras para os Estados Unidos, no acumulado dos 5 primeiros meses, atingiram US$ 16,7 bilhões, reforçando o "papel estratégico" dos Estados Unidos como destino de bens industrializados brasileiros.  Por outro lado, as compras brasileiras somaram US$ 17,7 bilhões.  


           O "imbóglio" acontece, após o anúncio de tarifas de importação contra os parceiros comerciais americanos.   Nesse meio tempo, o presidente argentino, Javier Milei, alinhado politicamente com o Presidente Trump e viagens constantes ao Washington, em conversas "vis a vis", conseguiu estabelecer tarifa de importação pelos americanos, entre 0% a 10%.    O resultado obtido pela Argentina, serve como demonstração de que, ainda, a "diplomacia" favorece o resultado para ambos lados.   


          O Presidente Lula, está mais preocupado em ser um "líder global", perante, ao menos, entre os membros do BRICS e querer mostrar ao público interno como "marca de enfrentamento" ao  Presidente americano, a maior potência global e "dono" da moeda de transação comercial e financeira desde Bretton Woods em 1947.   Para mim, a figura do Presidente Lula, mais parece ser um "porta bandeira" da escola de samba, onde o dono do bloco é o Xi Jingpin, presidente chinês.


         Chega de retórica e vamos aos finalmente que são as definições das "tarifas de importações" dos produtos brasileiros com destino ao maior economia do planeta, que são os Estados Unidos.   Como tudo acontece no Brasil, há demora de tempo para "cair a ficha" de que estamos inseridos no "mundo global".    As vaidades deveriam ficar, apenas "entre muros", para o público interno do Partido dos Trabalhadores.   O Brasil não deve "pagar o pato" da "ignorância" e "insensatez" do seu Presidente da República. 

 

PS:  A aludida Reserva cambial do Brasil dito pelo Presidente Lula não se trata de "dinheiro reserva do Governo brasileiro".  É o conjunto de contas que inclui saldo de transações financeiras e comerciais acumulado ao longo do tempo.   Maior parte dela aplicado em organismos multilaterais como FMI, BID ou títulos do Tesouro americano.  Definitivamente, não se trata da Reserva do Governo federal.


               Ossami Sakamori

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