Todos são farinhas do mesmo saco!

 

A revista Veja de hoje, traz o depoimento de um nome importante do mercado financeiro nacional, o presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, sobre a trajetória da dívida pública que é preocupação constante na tônica das conversas com investidores internacionais.   Ainda, segundo Maluhy, a taxa Selic, atualmente em 14,75% ao ano, "não é boa para o sistema financeiro".  Disse ele: "Preferimos um cenário de juros muito mais baixo, mas, considera que é um "mal necessário".   Ele, como representante do mercado financeiro nacional, falou apenas o "óbvio" e que serviu de alerta para o mercado financeiro global, para o "risco Brasil".  


           Essa afirmação é "constante", quase que unanimidade no "mercado financeiro" dentre os mais renomados analistas econômicos do País.   Tem um ditado que diz que "toda unanimidade é burra".  É o caso da "política monetária" do Banco Central, que está levando em consideração tão somente ao fato da "ausência" de uma "política econômica" e muito menos de uma "política fiscal" consistente do Governo do Presidente Lula, neste terceiro mandato.   


        O fato concreto é que os analistas econômicos e os empresariado brasileiro "não querem admitir" a falta de uma sinalização de uma "política econômica", fundamental em qualquer governo, seja de matiz ideológico da "esquerda" ou da "direita".   Muito mais grave ainda, é a "inexistência" de uma "política fiscal" que apontem o "equilíbrio fiscal" entre receitas e despesas do Governo federal, mesmo excluindo destas contas o "pagamento de serviços da dívida pública", que são os pagamentos de juros da dívida do Tesouro Nacional.   Há muito tempo que o País não consegue gerar "superávit primário", o dinheiro que sobraria, após o pagamento das despesas correntes do Governo,  para pagamento de, ao menos, o pagamento de "juros e encargos" da dívida pública, que já ultrapassa os R$ 7,3 trilhões, que na prática, é impagável.   O Tesouro Nacional, mal consegue "rolar" ou "renovar" a sua dívida, precisando para tanto pagar a taxa básica de juros Selic, à altura de 14,75% ao ano para inflação corrente ao redor de 5% ao ano.   Na prática, o Tesouro Nacional paga "juros de agiotas", nacionais e internacionais.   Sendo um deles, o próprio depoente citado hoje, representante dos "banqueiros internacionais".


            A exorbitante taxa básica de juros Selic paga pelo Tesouro Nacional, de 14,75% para inflação corrente ao redor de 5% ao ano, muito acima da meta do Banco Central que é de 3% ou ainda cima do "teto da meta" que é de 4,5% ao ano.   Até para os leigos, o distanciamento da taxa Selic, nos níveis praticados hoje, de 14,75%  a da inflação corrente ao redor de 5% ao ano, é um sinal de "anormalidade" ou sinal da "inexistência" de uma "política econômica" e muito menos de uma "política fiscal", dos sucessivos Governos de plantões, de matizes ideológicos da esquerda ou da direita.   "Todos são farinhas do mesmo saco", como diz o ditado popular brasileiro.


             Ossami Sakamori      

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