Esbanjando o dinheiro público

 


Afinal, a viagem à cidade luz, Paris, ficou como a primeira dama brasileira, Janja da Silva, queria, num hotel de luxo e um chiquérrimo jantar oferecido ao casal Emmanuel Macron, presidente francês, acompanhada da voz da cantora brasileira cujo cachê de R$ 160 mil, segundo a grande imprensa.  Ainda, segundo a assessoria da imprensa, o objetivo foi tentar firmar acordo Mercosul - União Europeia, ainda no seu mandato à frente do bloco sul-americano que estenderá nos próximos 6 meses.    O próximo presidente rotativo do Mercosul é o argentino Javier Milei, desafeto pessoal do Presidente brasileiro.

           Feito as considerações iniciais, vamos colocar no "espelho" as contas públicas do Governo federal, para ver o tamanho dos "rombos fiscais" ou o "dinheiro que falta" para pagar as contas do Governo da União.  Na matéria anterior, chamei atenção de que a dívida pública do Governo federal, já ultrapassou, pela primeira vez na história, a cifra de R$ 7,3 trilhões.  Sim, é uma cifra que, na prática, é impagável.   Há algum tempo que o País nem sequer consegue pagar os juros da dívida pública, muito menos a amortização de parte dela.    

           A principal causa do aumento incessante da dívida do Tesouro Nacional, leia-se Governo federal, são os "rombos fiscais" ou são partes das despesas públicas que o Governo da União não consegue pagar, apesar do recolhimento de impostos, contribuições e tarifas exorbitantes.   Resumidamente, em 2023, o "rombo fiscal" foi de R$ 228,5 bilhões, sendo que a arrecadação bateu o recorde de R$ 2,65 trilhões, com alta real de 9,6% enquanto a despesa total foi de R$ 2,2 trilhões.

               Igualmente, as contas do Governo federal, exceto pagamento de serviços da dívida pública, fechou o ano de 2024 com o "déficit primário" de R$ 43 bilhões, sem contar com o pagamento dos juros da dívida pública.  A triste notícia é que o Governo federal revisou as contas públicas deste ano, as de 2025, para rombo de R$ 51,7 bilhões, ao contrário da estimativa inicial de um "superávit primário" de R$ 14,6 bilhões para o cumprimento da meta fiscal.    Isto tudo no ambiente em que a dívida pública federal ou do Tesouro Nacional já ultrapassa a casa dos R$ 7 trilhões, pela primeira vez na história brasileira.   Afinal, Janja estanja o nosso precioso dinheiro!

           Ossami Sakamori

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