Giorgia Meloni
No meio da "guerra tarifária" imposta pelo presidente americano, o republicano e empresário do ramo imobiliário, Donald Trump, as principais notícias da imprensa mundial é sobre a "imposição de tarifas de importações" aos produtos provenientes do exterior. Uma grande parte dos líderes mundiais, já fez visita ao presidente americano ou ao menos mandou os seus representantes à Casa Branca para tratar sobre a pauta principal do momento. A diplomacia brasileira "anda de lado", como caranguejo anda, ignorando a imposição de tarifa de 10% sobre produtos oriundos do Brasil com destino àquele país.
A última visita de um líder do mundo desenvolvido, foi a da primeira ministra da Itália, Giorgia Meloni, à Casa Branca, residência oficial do presidente americano. As visitas oficiais ao chefe do executivo americano, mais do que representa a simbologia, é uma demonstração da importância do assunto mais comercial do que diplomático. Neste quesito, o Presidente Lula, tem mostrado postura de independência, se é que o País tem, em relação aos Estados Unidos, ignorando todos protocolos exigido para o momento crucial da economia global.
O Presidente Lula tem tomado atitude "pró chineses", neste momento, envergando o mandato temporário do grupo G20, que une as 20 maiores economias do mundo. Além do Presidente brasileiro, ter cumprimentado pela eleição do presidente americano, via rede social X e ter mandado representar o Brasil através da embaixadora brasileira em Washington, num total descortesia ao presidente americano. Desta forma, o Brasil aparece como "alinhado automático" da China, considerado país do "regime comunista", onde a escolha do chefe do Estado é feito pelos membros do Partido Comunista.
Independente dos aspectos de natureza política, o Brasil exporta aos Estados Unidos, produtos industrializados como alumínio e aço. Igualmente, o Brasil depende das exportações de commodities agrícolas e minério de ferro para a China. Enfim, a economia brasileira depende dos Estados Unidos e da China, além da União Europeia e em menor escala os países africanos, que são os principais clientes dos produtos brasileiros.
Temporariamente, até novembro deste ano, o Brasil ocupa a presidência rotativa do G20, grupo de 20 maiores economias do mundo, exceto os pertencentes ao G7. Nem é preciso ser estudioso em macroeconomia para entender que o Brasil, através do seu presidente, está fazendo opção por um caminho tortuoso, fora do contexto global, perdendo de longe, o protagonismo para os nossos vizinhos, os argentinos.
Ossami Sakamori
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