Dólar rompendo R$ 6

 

As autoridades brasileiras se pronunciaram sobre a elevação de tarifas para os produtos importados do mundo todo, a começar com os produtos provenientes da China que teve elevação de 104%, a maior dentre todos países do globo.   Para o Brasil coube a tarifa de 10%, a mínima dentre a lista global.   As novas tarifas entram em vigor a partir de 0 hora desta quarta-feira, dia 9.  Segundo o presidente Trump, a elevação da tarifa de importação, tira a desvantagem de produtos produzidos no solo americano, tirando o emprego dos trabalhadores americanos. 


           Feito as considerações iniciais, o Governo brasileiro, pronunciou-se à respeito da tarifa de 10% sobre os produtos importados do Brasil.   O Presidente Lula, mostrando "pouca importância" sobre tarifa adicional de 10%, argumentou que o País está preparado com a robusta "reserva cambial", equiparando a novas tarifas como se fossem "impostos" a serem pagos pelo País.   Nada a ver, na minha opinião, pois, as tarifas de importações sobre produtos são devidas pelas empresas importadoras privadas sediadas em cada país.


         O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, por outro lado, relativizou os efeitos da tarifa de 10% imposta aos produtos brasileiros, afirmando que, "os bens produzidos no Brasil podem chegar mais barato nos Estados Unidos, "se comparados" aos produtos de outros países.   Em tese, afirmação correta, a do ministro Haddad, porém, o Brasil perde a "oportunidade" das indústrias brasileiras serem mais competitivas no mercado global, não só nos Estados Unidos.   Tanto, a afirmação do Presidente Lula como do seu ministro da Fazenda, mostra "visão míope" sobre o País no contexto global, onde a "competição" é extremamente acirrada.  


            Em matérias precedentes, afirmei a falta de "protagonismo" do Brasil, quando se trata da economia global.    O Brasil está mais preocupado com o seu "cercadinho" do G20, cujo mandato de presidente do Grupo termina no mês de novembro próximo.   O muito comentado BRICS, o grupo heterogêneo com objetivos diversos, de ser "protagonista" do mundo econômico global, nada pronunciou sobre as "novas tarifas" que afetam o seu principal membro, a China, com tarifa de 104% sobre os provenientes daquele país.


           No dia a dia das corporações brasileiras, que na "esteira" das novas tarifas de importações, há uma nova realidade a serem enfrentadas, com o Governo ou sem Governo, a cotação do "dólar americano" "ultrapassando" os R$ 6, considerado "limite psicológico" e Índice Bovespa, das ações das companhias abertas do País, no caminho descendente, à direção dos 100 mil pontos.


            Sem querer influenciar sobre decisões pessoais de cada um e de cada uma, continuo recomendando a compra da moeda americana, nas casas de câmbio ou em instituições financeiras, guardando os respectivos comprovantes e declarar como "valor disponível" na declaração do Imposto de Renda de cada um ou de cada uma. 


           Ossami Sakamori

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