A foto do Brasil, lá fora !
Após o anúncio da suspensão temporária da aplicação das novas tarifas de importação por 90 dias, o mercado financeiro global, reage, pelo menos por ora, positivamente, recuperando as perdas da véspera. Para o presidente Donald Trump, foi para atender aos reclamos dos grandes empresários americanos, pela "precipitação" das medidas tomadas sobre o aumento das tarifas, do que pelo conteúdo das medidas.
O presidente americano não recuou na sua intenção em impor tarifa de 125% aos produtos importados da China, cuja reação na véspera, dos chineses em ampliar a tarifa de importação dos produtos americanos em 84%. Pela última medida anunciada, a de medidas serem implementadas em 90 dias, os demais países, incluindo a União Europeia, em 10%, as últimas tarifas anunciadas. Nestes demais países está incluído o Brasil.
Embora, a implementação das medidas ser adiada em 90 dias, as medidas do presidente Trump, que tem como objetivo "proteger" as indústrias americanas, motivou reações diversas pelo mundo econômico global. A declaração do chefe da diplomacia da União Europeia, a estoniana Kaja Kallas, no último dia 28, horas antes de Estados Unidos suspenderem a ajuda militar à Ucrânia, para chefe da diplomacia da UE, a suspensão da ajuda militar à Ucrânia, via OTAN, foi um "teste de fogo" para Europa como um todo e em especial à União Europeia. Sim. As recentes medidas tarifárias fazem parte do mesmo contexto para a União Europeia.
Como pode ver, os Estados Unidos são parceiros de países em diversas partes do mundo, inclusive no extremo oriente: o Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Filipinas. A presença militar nestes países confunde com a presença comerciais e financeiros dos americanos nestes países do extremo oriente. Neste momento, os parceiros militares da região são atingidos pelas medidas tarifárias impostas, agora em nível geral de 10%, exceto China.
Dentro do contexto global, os exportadores brasileiros que serão atingidos, também, pela tarifa comum de 10% para os produtos exportados aos Estados Unidos, não serão atingidos diferentes dos "concorrentes", a não ser para as indústrias do solo americano. O Presidente Lula, afirmou que o Brasil passará incólume das novas tarifas americanas, por conta da robusta "reserva cambial" de US$ 350 bilhões, acumulada graças às exportações de produtos agropecuários e minério de ferro, do setor produtivo brasileiro. Uma coisa não tem nada a ver com as futuras tarifas, comuns aos países ao redor do mundo. Os exportadores brasileiros serão taxados em 10%, sem nenhuma preferência aos demais países.
Dentro do novo contexto, o mercado financeiro volta à uma relativa normalidade, com Ibovespa e dólar marcando a posições da véspera. No médio prazo, 90 dias, o mercado financeiro vai experimentar os sobressaltos e o "humor" do presidente americano. A recomendação é a mesma de sempre, de se posicionarem em moeda americana, o dólar ou apostar nas empresas exportadoras. A "fotografia" do Brasil "lá fora" não anda tão boa, como querem vender o Presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Ossami Sakamori
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