O preço dos ovos é a prioridade do Governo Lula
Impressiona-me muito a inércia do Governo Lula em tomar medidas em contrapartida à imposição de tarifa de 25% sobre importações de produtos brasileiros pelos Estados Unidos. O presidente Trump achou conveniente adiar a adoção da tarifa imposta para diversos países, entre os quais o Brasil, para o dia 2 de abril, para o início de cobranças das tarifas nas importações, direcionadas a diversos países do mundo global, diferenciados apenas em termo de "tarifas", que para a grande maioria dos países, inclusive ao Brasil, são de 25% para importação de produtos.
O Brasil, através do ministério de Relações Exteriores, estuda uma "eventual" contrapartida à tarifa de importação aos produtos brasileiros, estabelecido dentro do padrão de 25% para a maioria dos países do mundo global. Creio que o estudo deveria estar ocorrendo no ministério da Fazenda e das pastas responsáveis ao "comércio exterior" e não no ministério de Relações Exteriores.
Segundo o comentário da tradicional revista Veja: "O país perdeu o novo ciclo de modernização industrial e regrediu à condição de exportador de produtos agrícolas, minerais e insumos industriais do início do século passado". Ainda, o comentário da tradicional revista brasileira: "Está evidente, porém, a vulnerabilidade brasileira à guerra de Trump: 8 em cada 10 dólares obtidos nas vendas ao mercado americano correspondem a petróleo, semiacabados como ferro, aço e ligas metálicas e produtos agrícolas que respondem por cerca de 23% das exportações". Grande revista, a Veja, que tem servido de minhas fontes de informações, dentre outros veículos.
O que me espanta, como comentarista da macroeconomia do País é a inércia do Governo do Presidente Lula, em tomar medidas de "compensações recíprocas" que outros países já vem tomando, quase que "de pronto" às medidas do Governo Trump. A consequência das respostas dos países atingidas pelas medidas é em torno de "consenso" das exceções que atingem os dois lados da negociação.
Nas relações bilaterais, além das relações comerciais, levam-se em conta as relações políticas de interesse estratégico, militar, entre os países ou conjunto de países. Na semana precedente, o Governo Lula, apresentou uma lista de isenções de impostos de importações de produtos alimentícios, que não guarda "nenhuma" relação com o assunto do "tarifaço" aos produtos brasileiros pelo governo Donald Trump. Tem um ditado popular muito utilizado no Brasil: "Quem cala, consente". É o caso do Governo Lula em relação às medidas tomadas pelo Governo Trump, pela demora demasiada em dar resposta "recíproca" às últimas medidas "protecionistas" dos americanos.
Chego, até, a entender o Presidente Lula, em sua "pequinês" da visão econômica e em consequência a visão sobre a política externa. O Presidente Lula está mais preocupado com o preço dos "ovos" que chegam aos consumidores brasileiros do que a "macroeconomia" do País como um todo.
Ossami Sakamori

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