COP 30, a grande chance !
Os problemas a enfrentar são inúmeros. Além da falta de leitos, que o Governo do Pará fala em contratar "por temporada", as residências dos moradores do Belém, numa demonstração de total "improviso" em termos de logística, a olhos vistos para qualquer leigo. Do total de 50 mil participantes, ao menos 7 mil pessoas são colaboradores "voluntários" que auxiliarão na recepção dos convidados que serão acomodados em setor hoteleiro com apenas 17 mil leitos disponíveis e em "casas" alugadas dos moradores da cidade. Os números são assustadores, para qualquer administrador público.
A grande dúvida é como solucionar a parte logística de acolhimento de tantos visitantes numa cidade portuária, fluvial, no extremo norte do País, sem ligações decentes por via terrestre, marítima e aérea. Espera-se 50 mil participantes para 18 mil leitos hoteleiros disponíveis. O Presidente Lula, vai contratar dois navios cruzeiros para servirem de hospedagens para acomodar as delegações estrangeiras, lembrando que Belém é uma cidade portuária.
Os problemas são inúmeros para realização de eventos desta magnitude. Além da falta de leitos, que o Governo do Pará vai contratar "por temporada" as residências dos moradores do Belém, numa demonstração de total improviso em termos de logística. Do total de 50 mil pessoas, ao menos 7 mil pessoas são "colaboradores voluntários" que auxiliarão na recepção de convidados e serão acomodados em em acomodações improvisadas.
Os números da COP30 são assustadores, para qualquer administrador público, como será para governador do Pará. O sucesso depende de uma coordenação do "tipo militar", com muita disciplina, impensável para administradores públicos brasileiros. Espero que as ONGs, do setor do meio ambiente, possam ter o espaço necessário para melhor eficiência da promoção do Evento.
Embora, o Governo federal tenha previsto investimento de R$ 6 bilhões em obras de infraestrutura, a principal porta de entrada dos estrangeiros para a cidade de Belém, o aeroporto de Belém precisa de ampliação e reformas para acomodar os aeronaves de diversos países do mundo até o evento. Isto tudo a apenas 7 meses de acontecer o "maior evento climático do planeta", a COP30, da ONU.
Lembrando que a porta de entrada dos estrangeiros no País, acontece pelos aeroportos de Fortaleza, Salvador, Galeão, Viracopos e Guarulhos, sobretudo, necessitando de "conexões" temporárias ou definitivas para acessar ao aeroporto de Belém. O acesso à capital do Pará, para os brasileiros comuns, é feito por vias terrestres, por rodovias mal conservadas vencendo distâncias que os brasileiros estão acostumados a enfrentar.
Faltando tão somente 7 meses para o maior evento climático do planeta, o Governo do Presidente Lula contratou, com muito atraso, uma organização internacional com sede na Espanha para ser a "responsável" pela organização da COP30 em Belém, num total "desprezo" para com as empresas brasileiras que tem capacidade para realizar tais serviços. Talvez, o grupo político do Presidente Lula não ache confortável contratação de empresas brasileiras dedicadas aos "eventos".
A definição da cidade sede e a data da realização foi definida no COP29, realizada na cidade de Baku, no Azerbaijão, entre 11 e 22 de novembro, do ano 2024, que diga-se de passagem, deixou uma "boa imagem" e de "bom acolhimento" ao governo e ao povo daquele país do Oriente Médio. A má noticia para organizadores da COP30 é a não contribuição financeira pelo "Acordo de Paris" sobre meio ambiente, pela retirada repentina e inesperada dos Estados Unidos do referido Acordo. Sem os americanos, não virão os prometidos US$ 2 bilhões para realização do evento.
Ao sediar o evento, a COP30 das Nações Unidas, o Brasil ganha "visibilidade internacional" para apresentar as suas iniciativas na preservação ambiental e liderar as discussões sobre os desafios climáticos deste século, entre os quais, a preservação da floresta Amazônica, até a transição energética no mundo global, na tentativa de enfrentar o "aquecimento" do planeta Terra.
Felizmente, no Brasil, existem ONGs com uma boa imagem e estrutura necessária para dar suporte logístico à organização da COP30, para mostrar ao mundo, a convivência harmoniosa entre população/ ONGs/ Governos. Para a população brasileira, fica a oportunidade de "refletir" sobre a preservação dos biomas como Amazônia, pantanal, cerrado e cariri no agreste nordestino.
Felizmente, o Brasil tem muito a mostrar ao mundo dando exemplos de iniciativas dos governos locais, das ONGs ambientais e população com vontade irredutível da preservação do meio ambiente, já que no campo político/econômico, estamos a muitos anos de distância dos países mais cultos e ricos do planeta.
Ossami Sakamori

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