Brasil é pego de "calças curtas".
Diante do despreparo de muitos analistas econômicos no País, qualquer notícias da área econômica vem como "informações de primeira mão" e ocupam as páginas da grande imprensa. Falo da notícia de taxação do "alumínio", anunciada, ontem, em 25% pelos Estados Unidos. A medida deverá entrar em vigor nesta segunda-feira, dia 10. No dia 15 de janeiro, antes mesmo do presidente americano tomar posse, o que ocorreu no dia 20 daquele mês, o presidente americano, já tinha anunciado taxar os produtos importados em 25%, exatamente a tarifa anunciada, aos produtos importados de diversos países do mundo, incluído o Brasil.
O anúncio divulgado na imprensa internacional, nesse domingo, dia 9, foi o anúncio da taxação de "alumínio" proveniente do Brasil em 25%, dentro da política econômica anunciada pelo presidente americano, desde antes da sua posse. Infelizmente, o Governo do Presidente Lula está mais preocupado com "assuntos políticos internos" do que com a "política econômica", inexistente no atual Governo e muito menos pelo setor produtivo brasileiro, representado pelo "Faria Lima", que se posicionou a favor do Presidente Lula nas últimas eleições. Brasil representa 16% do consumo de alumínio e aço dos Estados Unidos.
Não foi por falta de empenho do empresário Mário Garnero, dono do grupo de negócios internacionais, que desejava reunir o Presidente Lula, ainda no resort privado do presidente americano, sem sucesso. O presidente americano, devia estar "ressentido" pelo apoio explícito do Presidente Lula à opositora, a democrata Kamala Harris.
Enfim, como prometido pelo presidente Trump, a taxação de 25% aos produtos importados, seja de que país for, inclusive do Brasil, sem nenhum tratamento preferencial. Na área diplomática, conhecido o resultado oficial das eleições, o Presidente Lula, num gesto de total descortesia diplomática, cumprimentou a vitória do presidente Trump, via rede social, X. E, para completar fez-se representá-lo na cerimônia de posse pela Embaixatriz em Washington, ao invés de Ministro das Relações Exteriores, que seria o caso. Enfim, o Brasil não tem "nenhum" canal de comunicação, formal ou informal, neste momento, para discutir a uma eventual compensação da tarifa em outros produtos provindos dos Estados Unidos.
A taxação do alumínio pelos Estados Unidos, pode trazer impacto no mercado doméstico, com o "aumento dos preços", para compensar a perda quantitativa de produção, até que encontre um novo "equilíbrio" entre a oferta e demanda do produto, o alumínio. Brasil, infelizmente, é um país despreparado, que se encontra, invariavelmente, pego de "de calças curtas", criando situações de desconforto, indesejáveis e paga o preço por isso.
Ossami Sakamori

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