Brasil continua pais do "terceiro mundo".


Infelizmente, o Brasil continua sendo um país do "terceiro mundo", expressão que caiu em desuso, após o País alcançar a posição de 8ª economia do mundo.  Ao ler comentário do presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, José Augusto de Castro, na poderosa revista Veja, de que a "política comercial do governo Trump, consiste em um jogo de "perde-perde", para os Estados Unidos e países aquinhoados com as "tarifas extras", de 25% sobre os aços e alumínios provenientes do Brasil.    As referidas tarifas anunciadas, sobre dois produtos, no meu entender, é apenas o início de uma longa "batalha comercial" entre os dois países, Brasil e Estados Unidos, onde os únicos ganhadores são os americanos.


             Vocês deverão estar a perguntar: "o que eu, um simples cidadão brasileiro, tem a ver com as medidas anunciadas pelo novo presidente americano, o Donald Trump?   Felizmente ou infelizmente, tem tudo a ver.  Os Estados Unidos ostenta o maior PIB do mundo, representando grosso modo 1/3  de toda economia global, enquanto o Brasil, tenta entrar no grupo de 7 maiores economia do mundo, o G7.   Grosso modo, o Brasil, tenta alcançar o PIB de uma pequena península da Europa, denominada Itália, com 58 milhões de habitantes, enquanto o Brasil possui dimensão continental com população 4 vezes maior.   


            Feita a devida ressalva, da importância dos Estados Unidos para com o Brasil, o Governo brasileiro, comandado pelo presidente Lula da Silva, com resquícios fortes de uma economia centralizada no Estado brasileiro, respondendo ele próprio, cerca de 1/3 da economia do País, sem contar com a participação das poderosas empresas estatais controladas pela União.  Como é de costume, o Governo corre atrás do prejuízo, com taxação de aços e alumínios brasileiros em 25% pelos Estados Unidos.   Pela demora em dar resposta à altura da medida, imagino que o vice-Presidente, Geraldo Alckmin, médico de formação, tenta "achar" uma forma de "retaliação", o que seria comum em países estruturados política e economicamente.   Ao invés de procurar alternativas, o Governo Lula e seu vice Geraldo Alckmin, preferem "se esconder" nos escaninhos da "burocracia estatal", deixando o setor empresarial à sua própria sorte.   


            Dentro do contexto, o empresariado brasileiro é obrigado a enfrentar o jogo do "perde-perde", dito pelo presidente da Associação do setor exportador.    Enquanto nos Estados Unidos, o seu presidente, preocupa-se em trilhar o caminho do "desenvolvimento" do seu próprio país, o Executivo brasileiro, tendo como o seu Presidente, um ex-operário de uma montadora de automóveis, "estrangeira", não apresenta nenhuma medida alternativa para "salvar" a indústria nacional, tão cara, para o povo brasileiro.  Quem não se lembra de uma Companhia Siderúrgica Nacional ou de uma Usiminas ?  Essas são empresas ícones no desenvolvimento industrial brasileiro.   Estas são alvos da sobretaxa de 25% impingida pelo presidente Trump, para tentar dinamizar a economia americana.   


            Infelizmente, este mero comentarista, não profissional, já chamava atenção da possível taxação dos produtos estrangeiros (para eles), antes mesmo da sua posse no dia 20 pp.  Seria inimaginável que um Governo que consome 1/3 de tudo que se produz no País, não estivesse soluções prontas para enfrentar situações, como descrita acima, que, qualquer analista econômica seria capaz de antever.    Brasil continua um país do "terceiro mundo",

             Ossami Sakamori

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