Dólar vai buscar R$ 7
No front interno, a persistente "déficit primário" nas contas do Governo federal, configurada nas contas deste ano, após rombo expressivo no ano anterior, o de 2023. Para leigo entender, o "déficit primário" é conta do Governo federal, que "não inclui" o pagamento de serviços da dívida pública. Se o Governo não paga os serviços da dívida, a consequência é o aumento da "dívida pública federal". Isto é apenas o "pano de fundo" da situação financeira do País.
No "front externo", o novo presidente americano, Donald Trump, que assume a função no próximo dia 20, anuncia medida protecionista, logicamente, a favor dos Estado Unidos, fortalecendo a sua moeda, o dólar americano, o US$. Isto, impacta diretamente na economia brasileira, em especial, onde quase todas transações, com exceção aos países do Mercosul, que é feito em moeda local ou preferencialmente em R$.
Todo este quadro, incluindo a falta de uma "política econômica" do Governo Lula, reflete diretamente na cotação do dólar americano, o US$. Apesar da tentativa do Banco Central brasileiro em estabilizar a cotação a desvalorização do Real perante o Dólar, no mercado paralelo, a cotação do "dólar" corre solto. É aqui que mora o perigo para os leigos como eu e você, que não tem o hábito em transações comerciais em moeda estrangeira, a não ser para viagens internacionais.
Hoje, primeiro dia útil do ano de 2025, o Banco Central anuncia "leilão" de dólares, sem definição de "limite" e rolagem de títulos atrelados ao dólar americano. Isto, me parece prevenção à provável valorização do dólar americano. Sem querer jogar querosene na fogueira instalada no final do ano que encerrou, esta situação de instabilidade deverá permanecer nos próximos meses, infelizmente.
Eu disse, que as minhas parcas economias vão para o "dólar americano", adquirido, oficialmente, em instituições financeiras ou em casas de câmbio, o "dólar turismo". Outra alternativa para assegurar o "poder de compra" é comprar ações de empresas exportadoras de commodities, como Vale, Petrobras, Cosan, JBS, Embraer e outras empresas exportadoras, de porte. Recomendo, nestes casos, fazer as operações com instituições financeiras de credibilidade.
Presidente Lula, com sua "política fiscal" equivocada, conseguiu destruir a credibilidade da moeda nacional, o Real.
Fiquem atentos para a cotação do dólar americano! Para o especulador, o objetivo é R$ 7 para o dólar turismo.
Ossami Sakamori

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