Brasil entrega sub-solo para estrangeiros
A notícia na grande imprensa, de hoje, sobre o acordo de investimento entre Ministério de Minas e Energias e o Ministério de Desenvolvimento dos Emirados Árabes Unidos para exploração e o desenvolvimento de "minerais estratégicos" para a transição energética, com previsão de investimentos de até R$ 15 bilhões no Brasil, foi noticiado como de menor importância para o País.
No meu ponto de vista, isto é mais uma "política econômica", se é que existe, totalmente "equivocada", entregando o poder de exploração de "minerais estratégicos" que incluem entre outros, cobalto, cobre, estanho, grafita, lítio, nióbio, níquel, silício, tálio, grafeno e terras raras. A justificativa para a autorização de investimento "estrangeiro", seja qual for o país, é um "equívoco" sem precedente. É como entregar a "soberania brasileira" a um país estrangeiro, seja ele, árabe ou de qualquer origem, independente de "matiz ideológico". Não se discute, se os Emirados Árabes, rico em produção de petróleo e reservas cambiais estratosférico, se é um país alinhado ideologicamente com o Brasil ou não. Trata-se de ceder parte da soberania nacional a um país além mar.
Os políticos de plantões que governam o País, de hoje e de ontem, são totalmente "míopes" e sem "visão estratégica" para inserir o Brasil no contexto global, no aspecto do avanço da ciência e da evolução tecnológica. Eu mesmo, postei há anos, a importância do mineral "nióbio", que tem presença no Brasil. Sem contar que um ex-presidente da República chamava atenção sobre a presença de "grafeno" no País. Hoje, independente dos Emirados Árabes Unidos, a empresa canadense/ australiana, BPC, tem licença de exploração de "potássio", mineral tão importante para os nossos agronegócios. E, também, o mesmo grupo empresarial solicita licença de exploração de ouro, mecanicamente, no local denominado de Volta Grande no rio Xingu.
De acordo com a legislação brasileira, "em tese", o subsolo é da União, o que necessitaria de autorização do Governo federal, além da "licença ambiental" para exploração de qualquer minério, pelo que motivou a "autorização" do Governo federal para exploração dos minerais raros na natureza, como é o caso da presente situação. Em poucas palavras, isto é como "entregar a soberania" a um país estrangeiro, rico ou pobre, armados ou desarmados, de boa fé ou de má fé. Esse país não é que motivou polêmica dos presentes caros aos presidentes brasileiros?
Como de costume, vão comentar que a minha matéria é contra o desenvolvimento do País ou que sou contra o Governo presidido pelo Lula da Silva, um analfabeto funcional, diga-se de passagem. O Brasil como Nação precisa ser levado a sério!
Comentário a parte: Segundo a grande imprensa, o Presidente Lula teria telefonado ao presidente Macron da França, sobre a situação política da Venezuela e ambos teriam concordados de que o assunto de eleições naquele país, fraudulento ou não, é assunto de natureza doméstico. Assim, em tese, o Presidente Lula e o presidente francês aceitam a posse do presidente venezuelano, Nicolas Maduro, no último dia 10, como sendo legítimo.
Ossami Sakamori

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