Brasil do Pedro Alvares Cabral

 

Ótimo ano em finanças e negócios para cada um dos leitores deste blog, espaço cedido gratuitamente pelo portal Google, durante esses longos 13 anos.  Não sou economista e muito menos cientista político para dar opinião sobre economia global e brasileira e suas conexões com o mundo político.   Eu sou tão leigo quanto vocês.  A diferença entre nós, resume nos anos de "janela" que eu tenho, 80 anos, observando os acontecimentos políticos e econômicos do País.   


              Tudo que trata de "macroeconomia" depende, diretamente, das decisões de natureza política, tanto no plano interno ou no plano global.  Brasil faz parte da economia global e dela depende para alavancar o seu desenvolvimento econômico e social, tratando-se de um país "democrático", com algum ranço de "autoritarismo", de grupos políticos de "esquerda" à "direita", ideologicamente falando.   


              Feito o preâmbulo, vamos aos fatos do dia a dia, do brasileiro comum, cuja classe eu pertenço.   Infelizmente, o Brasil é tomado pelas "ideologias" do "fundo de quintal", que servem tão somente aos interesses pessoais ou de grupos políticos dominantes.  Os partidos políticos, sem exceção, são de "alugueis",  que servem tão somente aos interesses dos políticos de plantões.  


           Feito o "preliminar", vamos aos fatos concretos do dia a dia, no campo "econômico-financeiro" do País e do mundo global.  Nas últimas décadas, a economia global funciona como "vasos comunicantes" do velho conhecido do "ensino médio".   Como já disse no comentário neste blog, como exemplo, de que um simples "espirro" dos Estados Unidos representa "tufão" para o Japão.  Guardadas as devidas proporções, um  simples "tosse" do Donald Trump pode trazer "epidemia de gripe" para os brasileiros.   Infelizmente, o Brasil não está preparado para a "tosse" do presidente americano, que promete "medidas radicais" na política econômica doméstica.   Os Estados Unidos representando, grosso modo, 1/3 da economia global, portanto, a política econômica do Donald Trump influi diretamente na vida do cidadão brasileiro.   O governo brasileiro, representado pelo Presidente Lula, parece não perceber da situação do Brasil no contexto global, "esnobando" que está o novo presidente americano.   Sendo assim, o Brasil será tratado tal qual um país de "segunda classe", pelo Secretário do Estado, Marco Rubio, um americano descendente de cubanos, com ampla experiência, como senador republicano, pela Florida.


              O presidente Donald Trump promete implementar "política protecionista" às corporações americanas, impondo "tarifas alfandegárias", que parte do mínimo de 25% sobre os produtos importados, "barateando" os produtos fabricados no território americano.  O Brasil, ignora as medidas propostas pelo Donald Trump, abrigado ou pensa estar abrigado num outro grupo econômico o BRICS, cujo poder é dos chineses do Xi Jinping.   Brasil do Presidente Lula, não tem para onde fugir:  Ou sujeita as regras comerciais dos chineses ou dos americanos.  


            No contexto narrado acima, o Brasil não tem alternativa, a não ser "negociar" com Donald Trump ou Xi Jinping.  No pano de fundo, é a escolha da "moeda de troca", comercial ou financeira, ou dólar ou yuan.   No meio do caminho para ambos lados, está a Rússia, com reserva de petróleo, gás e fertilizantes, abundantes e escassos em ambos grupos econômicos. 


             Como o presidente Trump, não é marinheiro de primeira viagem, para favorecer o presidente Putin e torná-lo aliado, vai retirar o apoio financeiro a OTAN e parar de remeter preciosos dólares para o ucraniano Volodomyr Zelensky, deixando posição favorecido ao Putin da Rússia.   O presidente Trump, com a força de presidente da primeira economia do mundo, vai forçar o sistema de compensação financeira, SWIFIT, a voltar a aceitar compensação financeira da Rússia e dos oligarcas do país.   O presidente Trump ganha força com utilização da sua moeda o "dólar americano", o US$, voltando ao protagonismo no mercado financeiro global.  Dentro deste contexto, a moeda BRICS não passará de um "sonho de verão" do Brasil e da China, sobretudo.    


             O mercado financeiro doméstico, já percebeu esta situação narrada, muito antes do comentário deste que escreve, "retira" os investimentos "especulativos" e "produtivos" rumo à terra do "tio Sam".    Para completar a situação desfavorável ao Brasil, o Presidente Lula não consegue conter os gastos públicos dentro da  Lei de Responsabilidade Fiscal com o "superávit primário" para, ao menos, pagar os juros da dívida pública federal.   Neste contexto, a dívida pública federal, a do Tesouro Nacional aumenta cada vez mais, tornando-a "impagável", criando expectativa desfavorável à moeda brasileira.


            Dentro deste nacional e global, o dólar americano continuará na sua trajetória ascendente, podendo em pouco tempo, romper a "barreira psicológica" de R$ 7.  As minhas poucas economias, vou adquirindo o dólar americano, em instituições financeiras oficiais, como "casa de câmbio" ou "bancos oficiais ou privados".


              No decorrer dos próximos meses, ainda no primeiro semestre, vocês vão ver nada igual aos ocorridos anteriormente na economia global.   Na medida do possível, estarei atualizando vocês sobre as consequências do "efeito Trump". 


                 Brasil se encontra como os naus do Pedro Alvares Cabral, perdido no caminho para as Índias, porém, o povo brasileiro é "aguerrido", não vai "deixar peteca cair" apesar das incompetências dos governos de plantões"...


                  Ossami Sakamori

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