Donald Trump e o Brasil
Há pouco mais de um mês que o republicano Donald Trump foi eleito Presidente dos Estados Unidos da América ou simplesmente, United States, com cerca de 1/3 do PIB global e cerca de 335 milhões de habitantes. Ele tomará posse no dia 20 de janeiro do próximo ano. No entanto, através de inúmeras "mensagens cifradas" tem mostrado ao mundo a espinha dorsal da sua "política econômica".
Donald Trump quer melhorar a vida do povo americano, criando oportunidades para empreendedores americanos montarem ou reativarem as suas indústrias, em confronto direto aos produtos chineses. O raciocínio dele, embora singelo, está na direção correta. O presidente americano, recém eleito, vai na direção oposta à do Presidente Lula, que procura parceria com os chineses, a segunda maior economia do mundo. Seja como for, o Presidente Lula vai na direção oposta do Presidente Trump.
O principal instrumento da política econômica do Presidente Trump, segundo a imprensa internacional, é fortalecer o comércio global com a utilização intensiva da moeda americana, o "dólar" ou "US$", desprestigiado que está com aparição das moedas alternativas como "Euro" e "Yuan" ou ainda a tentativa de criação de uma moeda comum na área do BRICS.
Uma das medidas a implementar pelo Presidente Trump, seria o fortalecimento das transações bancárias via Swift, sistema de compensações bancárias, largamente utilizado pelos agentes financeiros globais, cuja moeda de transação é o "dólar americano". Donald Trump, quer fortalecer as transações globais em moeda americana. Desde a invasão da Ucrânia, a Rússia está excluída do Swift e com Trump poderá voltar ao sistema. Os chineses, por outro lado, tentam vincular as transações comerciais em sua moeda, o "yuan". Este é o primeiro desafio do Presidente Trump.
Donald Trump, com o objetivo de criar oportunidades para os empreendedores americanos, quer "taxar as importações", sobretudo dos produtos chineses. Não se sabe ainda, qual será o imposto de importação para cada produto ou commodities. A primeira sinalização é de que, no âmbito da NAFTA (EUA, México e Canadá), o imposto de importação será de 25%.
O Brasil que tem os Estados Unidos como principal parceiro comercial, o reflexo da política econômica do Donald Trump poderá representar óbice de "dose cavalar" nas exportações. No momento, o Brasil está preocupado em implantar o IVA, cuja alíquota é equivalente ao dos países do Primeiro Mundo, cuja contraprestação de serviços é do Terceiro Mundo.
Atenção ao presidente Donald Trump dos Estados Unidos, onde o seu "espirro" poderá representar "tufão" para o Brasil.
Ossami Sakamori

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