O momento é de se posicionar em Dólar

 

Ontem, tratei da "valorização do Real" perante o dólar americano, US$.  A moeda americana está mais depreciada em relação à moeda brasileira, o Real, R$.  Para os pequenos investidores como o que aqui escreve, não podemos nos enganar, pensando que a moeda brasileira está valorizada por "mérito próprio" e que esta situação e que deve perdurar por muito tempo.    A guerra do Irã deve, em algum momento, terminar e as eleições presidenciais devem ter resultado no mês de outubro.   


          Ao contrário do que aconteceu na "crise hipotecária" de 2008, a conhecida crise do subprime, quando houve uma das piores quebras financeiras desde 1929, iniciada pelo estouro da "bolha imobiliária" nos Estados Unidos.  Os bancos concederam empréstimos de alto risco, conhecido como subprime a mutuários com baixa capacidade de pagamento, criando títulos de baixa liquidez, que acabou espalhando a "insolvência" globalmente.   


         A situação atual, parece ser o "inverso" daquela situação de 2008, juntos, JP Morgan, Citi e Wells Fargo, reportaram mais de US$ 25 bilhões, equivalente a R$ 125 bilhões em lucros nos primeiros meses deste ano, resultado pelos operadores dos bancos que se beneficiaram de movimentos bruscos de mercado de petróleo, sem que o fato prejudicasse os tomadores de empréstimos americanos.   Esse tipo de "volatilidade" é bom para os bancos de investimentos, que ganham dinheiro financiando e as operações de clientes.


       A alta liquidez dos bancos de investimentos de porte como o JP Morgan, à procura de títulos de alta rentabilidade com relativa segurança, é que tem provocado a entrada maciça de dólar americano no Brasil, apreciando o valor da moeda brasileira, que ontem, dia 14, fechou ao nível de R$ 4,98 a cada US$ 1.     A valorização do Real perante o dólar americano, não é estrutural, mas, "totalmente especulativa".  Os grandes bancos do mundo global, além do já nominados vem "auferindo" lucros com investimento em títulos do Tesouro Nacional, com taxa de juros oficial nominal em 14,75%, para inflação presente de menor  que 4,5%, dentro do "teto da meta" do Banco Central.   O diferencial é o "lucro dos bancos ou dos investidores", em tese.   Podendo, no mesmo período, algum ativo valorizar mais do que os títulos do Governo.


           Independente das análises técnicas, que vou deixar para os profissionais do mercado financeiro, esta situação de "Real valorizado" não deve prevalecer por período longo.     É de prever que esta situação deve perdurar, ao menos, até o resultado das eleições do próximo dia 4 de outubro.    Aos pequenos investidores, como Você e este que aqui escreve, o momento de mercado de dólar americano, US$, é de "compra", nos atuais patamares de R$ 5 para cada US$ 1.  


             Ossami Sakamori  

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